A casa grande da fazenda nunca estivera tão movimentada. Penduraram flores na entrada, limpavam os corrimões, engraxavam a prataria. Rosália andava de um lado pro outro, engolindo o choro, sem coragem de se opor. Augusto havia anunciado: “Alana será minha esposa. O casamento será aqui, em um mês.” A notícia caiu como uma maldição sobre a fazenda. Os peões cochichavam. Marta sorriu com desdém. Mas foi Alana quem sentiu o mundo ruir debaixo dos pés. Na varanda, ele a segurava pela cintura como se fosse troféu. Ela, vestida à força com um vestido creme de renda antiga, tinha o olhar vazio. O nojo queimava sua garganta como veneno. — Sorria, minha futura esposa — sussurrou Augusto no ouvido dela, apertando sua cintura com os dedos gelados. — Não quero que pensem que estou cas

