Augusto passou a noite inteira sem conseguir dormir. O uísque já não bastava. O ódio fervia por dentro como óleo quente sobre a pele. Alana havia ousado humilhá-lo. Ela, uma órfã sem nome, criada sob o teto que ele bancava, alimentada com o pão que ele pagava. Como ela podia... recusá-lo? Augusto caminhava de um lado para o outro na sala escura da casa grande. O som das próprias botas ecoava como chicotadas no assoalho antigo. A cada passo, uma lembrança da rejeição. A cada gole de bebida, uma promessa: Ela vai pagar. E ele sabia como. Na manhã seguinte, dois peões obedeceram em silêncio a ordem absurda de Augusto: levar Alana até o antigo estábulo. Ela resistiu. Lutou. Gritou. Mas ninguém ousava desobedecer Augusto Fontes. Quando percebeu que não conseguiria escapar, Alana sen

