A inveja tem cheiro. E Marta exalava o aroma azedo da obsessão m*l resolvida. Desde que Alana surgira, algo nela despertara um ódio visceral. Não era apenas ciúmes de Dante. Era raiva de ver uma garota simples — que chegou com roupa de segunda mão e olhar assombrado — conquistar aquilo que ela sempre implorou em silêncio: atenção, desejo… respeito. Marta não dormiu naquela noite. Deixou que a raiva fervesse em fogo baixo. E pela manhã, foi bater na porta de Seu Augusto com um plano disfarçado de preocupação. — Seu Augusto… posso entrar? O patriarca, debruçado sobre papéis da fazenda, nem ergueu o olhar. — Fale logo, Marta. Ela entrou, com vestido justo e expressão dócil. — É sobre a menina... Alana. Ele largou a caneta devagar. — O que tem ela? — Vi coisas que não devia — ela sus

