O sol nasceu tímido, filtrando-se pelas frestas da janela da cabana, como se respeitasse o silêncio sagrado do que ali aconteceu. Alana acordou antes dele. Observou Dante dormindo, a respiração calma, o rosto livre das sombras que ele sempre carregava no olhar. Pela primeira vez, ele parecia leve. Quase inocente. Ela deslizou os dedos pela pele dele, desenhando mapas imaginários no peito nu. Não sabia onde aquilo a levaria. Não sabia sequer se haveria um "depois" que valesse a pena. Mas sabia que, enquanto estivesse naquela cabana, com ele, o mundo lá fora podia esperar. Dante despertou devagar. E quando abriu os olhos, o primeiro rosto que viu foi o dela — tão perto, tão real, tão dele. — Achei que você ia fugir — ele sussurrou. Alana sorriu com os olhos. — E perder isso tudo? Ele a

