O silêncio da casa grande era mais c***l do que qualquer grito. Dante havia partido. Não houve despedidas públicas. Apenas o eco de seus passos na madrugada abafada. E Alana… ela estava ali, sozinha entre paredes que agora pareciam inimigas. Na manhã seguinte, Marta entrou no quarto com um sorriso venenoso. A criada segurava uma bandeja com café da manhã, mas o gesto amável era só fachada. — Acordada, princesa da fazenda? — sua voz tinha o veneno da ironia. — Hoje começa sua nova vida. Alana não respondeu. Mantinha o olhar fixo na janela, tentando controlar o tremor das mãos. — Agora que o herdeiro resolveu bater asas, você volta ao seu lugar. E adivinha? Seu Augusto decidiu que você vai trabalhar direto nos estábulos. Diz que o cheiro de cavalo combina com o que você é. Alana fechou

