Alana despertou com a sensação estranha de ser observada. Piscou os olhos lentamente, a luz tênue da manhã desenhando sombras suaves pelo quarto. Sentiu o calor familiar ao lado e se virou devagar, encontrando Dante sentado na beira da cama, os olhos vermelhos, como se tivesse chorado. Seu coração apertou. — Dante...? — chamou, a voz rouca pelo sono. Ele não respondeu de imediato. Apenas virou o rosto lentamente na direção dela, e seus olhos — tão intensos, tão perturbados — mergulharam nos dela com um peso que ela não compreendia. — Você viu, não é? — ela sussurrou, levando instintivamente a mão às costas, como se ainda pudesse esconder a cicatriz. Dante fechou os olhos com força. A dor no rosto dele era palpável. — Me perdoa... por não ter visto antes. Por não ter perguntado. Por

