Como combinado, às 18:00 horas Brad estacionou na porta do condomínio de Isa.
— Tem certeza disso, amiga?
— Sim, eu preciso fazer isso para o meu próprio bem.
— Tudo bem, qualquer coisa eu estarei aqui. A Eve teve alguns problemas no morro que ela mora, mas disse que não seria bom eu ir lá. Então irei para a casa do Thiago ficar com o Jhony, assim me distraio, mas me liga e chego em 1 minuto em casa.
— Aproveita com o namorado, eu volto amanhã de manhã.
— Está bem, sua danadinha.
Elas se despedem. Kat vai até o carro onde Brad a espera. Ele está escorado em seu carro.
Thiago vê Kat indo até o carro. Jhony acabou de chegar e ele tinha ido na entrada do condomínio para buscar o amigo.
— É, eu nunca terei uma chance com ela — suspira Thiago.
— Às vezes você não precisa disputar nada, Kat não falou que vai terminar com ele?
— Falou sim, mas se ela quisesse mesmo terminar não iria encontrar hoje com o cara.
— Se acalma, mano, pelo que a Isa me disse, ele quem a trouxe para o Brasil. O sujeito é a única pessoa que conhece a vida anterior dela, então se coloque no lugar da Kat. Terminar com ele é como terminar com o passado dela.
— É um bom ponto de vista, não havia pensado nisso. Vamos ver no que vai dar. Mas agora, vamos embora ficar de vela.
O outro ri. Perto daquele ponto, assim que Kat se aproxima do carro, Brad sorri e diz:
— Oi, minha princesa.
— Oi Brad.
— Toma sua aliança.
— Não começa…
— Acordo é acordo — ele ressalta. — Somos mafiosos e a nossa palavra tem que valer.
— Eu sei — ela bufa, meneando a cabeça. — Anda, me dá logo.
Ela ia colocando no bolso...
— Kat.
— Tá bom, Brad, aff.
Ela coloca no dedo e vira o rosto para o outro lado.
— Não faz isso, amor.
— É uma despedida, Brad, para sempre.
Ele engole seco. Concorda com a cabeça e abre a porta para que a garota entre no carro. Dá a volta e entra no banco do motorista, iniciando a partida.
Nervoso, o rapaz a leva ao restaurante em que a pediu em namoro. Ao chegar lá, tais lembranças surgem com tudo em sua mente. Os olhos da menina enchem d'água. Ela respira fundo e desce do carro. Brad passa a mão nas costas dela e seguem para dentro. Sentam-se em uma mesa, fazem o pedido, jantam sem muita conversa e rumam para o apartamento.
— Bem-vinda a nossa casa.
— Não mais, Brad.
— Amor, você pode me ouvir? — sua indagação era basicamente uma súplica.
— Brad, eu já tomei a minha decisão, eu não sou de voltar atrás. Não vou ficar aqui pensando se você está beijando ou não a sua esposa ou até se está na cama com ela.
— É apenas um contrato, amor, nunca tive nada além do selinho no casamento.
— Olha que legal, agora você pode dar certo com ela, se realmente não tiveram nada. Ela está interessada em você. Aproveita que ela é muito bonita. — Ele meneia a cabeça, desconfortável. — Brad, se coloque no meu lugar, se ela foi capaz de planejar tanto e não ter atingido o objetivo que é ter você, ela não irá desistir e não quero ficar nesse fogo cruzado.
— Kat, eu não a quero, eu te amo, é você quem eu amo e quero para mim.
— Brad, não dá.
— Então já que é sua decisão final.
Ele chora.
— Então, vamos fazer de conta que nada aconteceu e ter uma última noite de amor?
Ela também derrama suas lágrimas. Sua luta interna é perceptível, mas no fim de tudo, ela concorda com a cabeça.
Kat está sendo realista. Apesar da pouca idade, foi criada por seu pai para pensar friamente em qualquer situação. Sabe que a escolha certa é aquela que se torna longa e duradoura, não passageira e não um teste.
Ele pega na mão da menina e a leva para o quarto. Passa a mão em seu rosto e a beija. Um beijo triste, cheio de paixão, amor, dor, mas ao mesmo tempo com muito desejo.
Ele tira a roupa da jovem olhando cada detalhe de seu corpo, como se estivesse memorizando cada centímetro. Ele a joga na cama e sobe em cima dela, beija a boca da menina e depois começa a descer os lábios por seu corpo.
Kat não resiste e começa a perder a razão. Ela se entrega ao prazer, é como se tudo o que aconteceu estivesse em um passado distante. Ambos saboreiam o momento. Fazem um amor calmo, sem pressa, com muita paixão.
— Brad.
— Kat.
Ele se movimenta lentamente dentro dela. Seus olhares se fixam como nunca.
— Eu te amo de verdade, Kat, não esquece isso, nunca amei ninguém assim.
— Cala... a boca...
Ele beija o pescoço dela ao mesmo tempo que aspira seu delicioso aroma.
— Ahhh!
— Minha Kat. Ahh gostosa!
— Brad...
— Goza, amor, goza para mim.
— Ahhhhh meu lindoooo.
— Todo seu, amor.
Ele aumenta a velocidade. Estoca fundo e forte até que Kat arregala os olhos e se entrega ao ápice do prazer ao mesmo tempo que Brad. Ele se deita ao lado de sua princesa e a puxa para deitar a cabeça dela em seu peito.
— Eu não fiz, Kat...
Ela começa a chorar.
— Por favor, não fale mais, não estrague isso.
— Está me destruindo, Kat.
— Eu também estou sofrendo, mas...
Ela se senta e olha para o rapaz. Puxa o lençol para se cobrir.
— Você se lembra o que me disse quando estávamos vindo para o Brasil em relação a mim e ao Pet?
Ele olha para o lado.
— Sim, me lembro.
— Pois isso serve para nós dois. Se, e somente se, seu pai não tivesse morrido... Talvez desse certo, mas você se casou com uma garota linda, se coloca no meu lugar, Brad. Você fica longe de mim por 27 dias e fica só 3 comigo. Você acha justo eu ficar imaginando coisas aqui? Já era difícil, agora que sei que ela está investindo no casamento de vocês, minha insegurança só vai aumentar, iremos discutir com frequência. O que vivemos foi tão lindo. Vamos guardar isso na memória, não quero te odiar. Sou tão grata a você por ter me proporcionado a oportunidade de amar novamente. De me conhecer, mostrar minha força, cuidar de mim.
— Kat…
Ele chora de soluçar, de modo que seus ombros estremecem.
— Eu nunca havia me apaixonado, me imaginar sem você é como se estivesse arrancando um pedaço do meu coração. Mas eu te entendo, eu nem deveria ter investido em você. Vim te trazer, eu deveria ter cuidado de você e agora estou te fazendo sofrer. Me perdoa, meu amor.
Ele se levanta e vai para o banheiro, fecha a porta para se recompor. Paralelo a isso, a menina veste a calcinha e a camisa do rapaz. Vai até a cozinha beber uma água. Chegando lá, ela vê uma garrafa de whisky. Coloca uma dose em um copo e vira de uma só vez. Depois pega o mesmo copo e joga na parede.
— Amor?! — ele sai do banheiro.
— Brad!
Ela o abraça num rompante, chorando muito.
— Desculpa por te fazer sofrer, eu não queria.
— Ei, você me disse isso e eu insisti, se lembra? Está doendo pra c*****o, não vou negar, mas não quero te fazer sofrer mais. Você disse uma vez,que quem ama liberta. E eu te libero, meu amor. Prometo que vou deixar você seguir a sua vida, só quero te pedir uma coisa.
— O que?
— Quero que me prometa que, apesar de tudo, se precisar vai me ligar. Se ver o Oliver ou qualquer pessoa tentar te fazer m*l, vai me ligar.
— Brad…
— Prometa.
— Tudo bem, eu prometo.
Ele segura o rosto de sua amada e a beija. Um ato inicial para todo o momento caloroso que ainda viveriam naquela noite.