Evelyn e Isabelly

995 Words
Amanhece. Kat se arruma a fim de ir para a aula. Será seu primeiro dia, a temperatura está um pouco fria, então ela coloca uma calça jeans preta, um tênis branco, uma regatinha branca e uma blusa de frio por cima. Faz um r**o de cavalo, pega seus materiais e segue para a classe. Assiste às primeiras aulas normalmente. No intervalo, ela está indo em direção ao refeitório, quando duas meninas a abordam. — Oi —diz a primeira menina. Kat a analisa. Ela tem os cabelos castanhos, olhos azuis, seu rosto é perfeito, com toda certeza ela não é brasileira. Seus traços pareciam dizer que ela possuía origem sueca ou russa, pois era bem branquinha. — Ei. — diz a outra garota. Essa, tem olhos castanhos escuros, o cabelo em um tom de loiro também escuro. Seu rosto era bem marcante e dispunha de alguns traços brasileiros. — Oi – Kat responde, um pouco sem graça, pois ainda não tinha falado com ninguém. — Eu sou a Evelyn — diz a garota que tem olhos azuis. — E eu sou a Isabelly — diz a outra menina. — Reparamos que somos da mesma turma — comenta Evelyn. — Você entrou esse ano? – pergunta Isabelly. — Sim, bom, na verdade, eu comecei hoje. — Você não é daqui? — pergunta Evelyn com uma sobrancelha arqueada. — Não. Sou americana. Não era verdade, mas fazia parte de sua nova identidade. Como não perderia o sotaque tão rápido, teve de se fazer de estrangeira, mas nada próximo a Austrália. — Ah, sim, e por que veio para o Brasil? — Era Isabelly perguntando. Brad já havia dito que isso aconteceria, então já estava preparada. — Meus pais tinham escolhido esse colégio pelo que eles ensinam — explicou Kat, sendo cautelosa. — Eu viria apenas ano que vem, porém eles sofreram um acidente e, para que eu não fosse para um orfanato, o amigo do meu pai adiantou 1 ano e me trouxeram. — Bom, nasci aqui no Rio mesmo – responde Evelyn, para a surpresa de Kat. — Eu também – comenta Isabelly. — Se quiser, pode ficar com a gente, assim você não fica perdida – Oferece Evelyn. — Você mora aonde? – pergunta Isabelly. — Bom, aqui no dormitório mesmo, mas, tenho permissão de sair, principalmente nos fins de semana. Tenho autorização de ir para o apartamento do meu namorado. — Hum, que legal, e ele estuda aqui? – pergunta Evelyn. — Não, ele é mais velho do que eu, mas acho que não daremos certo, pela distância. — Se vocês se amam, dará certo sim – Diz Isabelly, cruzando os braços. As três trocaram números de telefone. Cada uma falou um pouco de si, até que Kat recebe uma mensagem: “oi, meu amor, acabei de pousar em Sidney. Já estou morrendo de saudade. A noite te ligo, minha gostosa”. Mesmo sendo de um número desconhecido, Kat sabe que é o Brad. “Sinto sua falta, foi difícil dormir sem você.” “Vou ficar disponível somente no número de Sidney. Se precisar, me liga. Amo você.” “Tudo bem, beijos.” Kat guarda o celular. Olha para as meninas e elas estão com um sorriso safado no rosto. — Que foi? — Kat pergunta a elas. As garotas trocam olhares e caem na gargalhada, enquanto brincam com a nova colega: “esse sorrisinho é fatal, está apaixonada.” Kat não resiste e cai na risada também. Conhecê-las foi a melhor coisa que aconteceu a Kat nos últimos tempos. Ela tinha medo de se sentir sozinha e temia se aproximar de alguém. Poderia acabar sendo investigada e consequentemente descoberta. No entanto, elas chegaram perto e suas perguntas foram comuns, não apresentaram riscos. Quando as aulas se encerram, as meninas vão para suas casas e Kat para o dormitório. Estuda um pouco e toma um banho. Não demora e recebe uma ligação de Brad. Assim que o telefone toca, a garota atende e fica muda. — Oi, meu amor, sou eu. — Brad — a menina suspira. — Estou morrendo de saudades já. — Eu também. — Me diz como foi seu primeiro dia. — Foi bem tranquilo, nada diferente do que já fazia. — E viu algo estranho? — Não, eu nem saí do colégio. Ah! Eu fiz duas amigas, a Isabelly e a Evelyn. — Que bom, fico feliz e menos despreocupado. — Novidades da minha família? — Eu vou ver o Théo amanhã, pois temos uma reunião com todos os mafiosos da região. Inclusive, tenho uma notícia boa para te dar. Eu volto em uma semana para o Brasil. Farei um acordo de cavalheiros com o cara de um morro em SP, deve durar uns 3 dias no máximo, essa negociação. Daí, volto para o Rio e busco você no colégio. — Isso é muito bom — ela ruboriza. — Vou esperar ansiosa. — Amor, liga a câmera, eu quero ver seu rostinho. — Tudo bem. Ela liga a câmera a revela estar deitada, de pijama. — Ah, como eu sinto falta dessa sua boca, meu amor. Kat sorri de canto. Decido provocá-lo. Percebe um movimento onde ele está. Lá é dia e parece que ele está em uma cafeteria. — Eu também estou com saudade da sua boca, das suas mãos percorrendo meu corpo, ahhhh – Kat esfrega a mão em seu próprio corpo enquanto Brad observa tudo boquiaberto. — Ah, amor, não faz isso — ele respira fundo. — Meu amigo aqui acabou acordando. Ele ri pelo nariz. — Volta logo para mim. — Volto sim, minha princesa, o mais rápido que eu conseguir. Ambos encerram a ligação e Kat fica pensando nas coisas que ouviu. Era bom saber que em breve Brad se encontraria com seu irmão, de certa maneira. m*l qual seria o motivo da tal reunião entre todos os mafiosos? Antes que encontrasse respostas para essas questões, o sono a pegou de vez.
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