Descobrindo o traidor

1448 Words
Priscila acorda com dor de cabeça, mas olha onde está e já abre um sorriso. Ela acha que o plano deu certo. Não se lembra de nada, se senta na cama e percebe que está nua. Ela olha ao redor e vê Thiago na varanda. Se levanta, se enrola no lençol e vai até ele. — Bom dia, gato. Ela fala já abraçando ele por trás, mas o rapaz se vira de uma vez, segurando os braços dela, evitando tanto contato. — Ué. O que foi, gato? O olhar dele é fulminante. — Quem é seu cúmplice, Priscila? — O que? — Ela sacode a cabeça. — Do que está falando? — Não se faça de sonsa. — Eu realmente não sei do que você está falando. — Tudo bem, se é assim que você quer, assim será — ele a empurra até a cama, joga ela, pega suas roupas, que estavam espalhadas pelo quarto e joga em cima da mulher. — Se veste, você tem 5 minutos. Ele vira de costas e reúne algumas coisas. Ele decidiu que deixaria de ser Thiago e assumiria seu lado mafioso. Para ele, tudo o que importava naquele momento, era descobrir quem tentava prejudicar ele e a Kat. Ele combinou com a noiva de fazer de conta que ela não tinha ciência de nada, para saber se dali ela descobriria algo. Priscila se veste com seu pijama minúsculo e o robe por cima. Thierry a pega pelo braço. Ao sair do quarto, visualiza alguns homens que ele pediu que os irmãos enviassem. Então a joga nas mãos de um deles. — Para o galpão do demônio. — Sim, senhor Apolo. Priscila, sem entender nada, decide ficar calada. Seu olhar é de medo, preocupação. Ela olha para “Thiago” e não o reconhece. É como se tivessem trocado a pessoa na sua frente, mas deixassem com a mesma aparência. Os homens dele a arrastam pelos corredores do hotel e ninguém ousa dizer nada. Ele vai andando logo atrás, com as mãos nos bolsos e um óculos escuro em seu rosto, andando como se nada estivesse acontecendo. Ao chegar do lado de fora do hotel, Brad está escorado no carro com uma pasta em mãos. — Brad. — Apolo, toma, aqui tem todas as informações que você precisa para buscar a filha do CEO. — OK, agradeço. — O galpão está disponível, tenho algumas coisas para resolver. Se precisar de qualquer coisa, Anton está à sua disposição. — A Grécia agradece. — Podemos agora ser aliados? — Ainda é cedo para isso, mas os Vossou te devem um favor. — Ok. Depois irá voltar ao Brasil? — Passarei em casa e de lá sigo para minha noiva... Brad. — Sim. — Mais uma vez obrigado, não sei o que essa louca teria conseguido fazer, mas muito obrigado. — Pega o celular dela, tem algumas fotos interessantes, ela provavelmente iria usar, quase mandei te matar quando vi, mas Paul descobriu que eram fotos montadas. Apolo olha para um de seus homens, que entende, pega o celular dela e entrega a ele. — Vagabunda. — Vou nessa, meu jatinho sai em 20 minutos. — Certo. Valeu demônio. — Até, Apolo, cuide da Atena — Dou a minha vida pela dela. Brad sai. Apolo entra no carro e segue para o galpão de Brad. Ao chegar lá, Anton, o consigliere de Brad, o está aguardando. — Apolo. — Anton, quero agradecer por ontem. — Foi prazeroso. Ele ri de sacudir os ombros.. — Pelo menos alguém se divertiu, isso é bom. Os dois entram. — Amarrem ela na cadeira — ordena Thierry. Os homens dele o fazem. Ele tira o blazer, estala o pescoço e se aproxima dela. — Priscila, conheço bem seu treinamento, sei até onde é capaz de aguentar. Mas tem algo sobre mim que somente a minha noiva sabe e, por isso, os treinamentos do colégio ou da agência, não são meu limite. Ele pega uma adaga com a ponta bem fina, se aproxima dela, abre sua mão, e encara profundamente seu semblante. — Quem é seu cúmplice? Ela não responde Então Thierry enfia a adaga na mão dela, fazendo com que a sua palma fique presa na cadeira em que está. Ela grita, enquanto o outro aperta seu rosto com as mãos. — Não seja escandalosa! Só quero ouvir dessa sua boca um nome e deixo você ir. — Thiago, por favor, o que está acontecendo? O rapaz se afasta dela, puxa uma mesinha que tem perto. Olha para um de seus homens, que está com um notebook em mãos. Ele o entrega a Apolo, que abre, digita alguns comandos e aparece o vídeo dela no corredor do hotel, dizendo que o plano estava dando certo, que a parte dela estava quase completa. Logo em seguida, viu-se fotos da garota comprando o boa noite cinderela, ela com Anton, durante a noite, na cama de Apolo, tanto fotos, como vídeos. — Isso é montagem — ela diz entre os dentes. — Sabe o dono daqui? — Ele mostra o galpão com a mão. — Brad Wilson. Nós dois temos problemas um com o outro, sim, todo mundo sabe que ele é o ex-namorado de Kat, não somos aliados em nossos negócios, mas amamos a mesma mulher e quando você deu seu show ainda em solo brasileiro, ele suspeitou e mandou ficarem de olho em você e em mim. Só que ele descobriu logo no primeiro momento que você estava tramando contra nosso relacionamento, você e alguém quer fazer com que eu me separe de Kat, mas não vão conseguir. Apolo olha para um de seus homens, que carrega uma maleta. O sujeito se aproxima. — Quero saber quem é para que eu o mate e se não me disser… — Ele pega um arco em prata dentro da maleta. — Eu irei descobrir de toda forma, mas aí... — Ele coloca a flecha no arco. — Eu te mato também. Apolo arma o arco, esticando a corda para atirar a flecha. — Prepare ela. — Sim, senhor Apolo. A garota olha para os homens de Apolo que se aproximam dela. Eles retiram a adaga que prendia sua mão na cadeira, retira o robe dela, deixando-a apenas de lingerie, amarram seus pulsos e esticam seus braços até alcançar uma corrente que desce pelo teto. — Vamos, Priscila, por mais que eu goste de atirar arco e flecha, quero matar o cara da jogada, pois você pelo resto de sua vida terá uma sombra. — O que aconteceu com você, Thiago? — Thierry Vossou, mafioso da Grécia, conhecido como Apolo, prazer. Thierry olha para um de seus homens, ele joga um balde de água com pedras de gelo em Priscila. — Sou mafioso desde que nasci, fui criado para ser m*l, não ter dó de ninguém, mas Perséfone, minha mãe, sempre me ensinou que quando nosso coração bate mais forte por uma mulher, é por ela que devemos matar, torturar e sempre respeitar. Você tentou sujar meu nome, sua v***a, como se eu fosse capaz de trair a mulher que eu amo. Ele pega um fio e coloca preso em Priscila. Thierry se afasta, liga um botão e ela leva choque. — Estou ficando sem paciência, Priscila, me diga logo, quem está com você?! — ele ruge. Nisso, o celular dela toca. — Senhor Apolo. Thierry vai até o celular dela. Priscila recebeu uma mensagem anônima, então ele a lê: — Vamos, Priscila, onde estão as fotos que me prometeu? Quero mostrar a Kat assim que ela chegar na agência, já quero sair daqui com ela vulnerável, para essa missão. Apolo joga o celular no rumo de Priscila, e antes que a atingisse, ele atira uma flecha, fazendo com que o celular se parta ao meio e a flecha crave em seu braço. — AHHH! — Não preciso mais de você. Anton, agradeço mais uma vez, meu jatinho já está na pista de pouso do Brad. Como disse a ele, devo um favor, só peço desculpas pela bagunça, aconselho jogar o corpo no ácido, irei dar ela como desaparecida. — Deixa comigo, esse corpinho derreterá. — Thiago, não, por favor. Ele coloca outra flecha em seu arco, dessa vez, uma de prata, assim como o arco. — Ninguém entra na vida de um Vossou tentando atrapalhar e sai vivo. Adeus, Priscila. Ele solta a flecha, que a atinge no peito, perfurando o coração. Apolo entrega o arco ao homem com a maleta e pega seu celular em seu bolso. — Não demore, espero no carro. — Sim, senhor Apolo. Ele entra no carro e liga para Kat, contando tudo, inclusive quem é o traidor.
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