Quem é Mario Oliveira?
Bom, Mario Oliveira é brasileiro. Nada de ser americano, grego ou australiano como todos que apareceram até aqui. Nasceu pobre e foi abandonado quando criança por seus pais, pois eles se envolveram com drogas e deviam muito. Portanto, tiveram de fugir, deixando o filho para trás.
Tudo isso se tornou um grande marco na vida de Mario. Tornou quem ele era hoje, mas o mais incrível que descobriu foi que eles não morreram, conseguiram fugir para Nova Iorque e ficaram ricos. Envergonhados com o que fizeram com o filho, pagaram seu colégio, mas para que ele não soubesse, o deixaram acreditar que era bolsista.
Quem o criou foi a vizinha do lugar onde morava, ela não tinha quase nada, mas o que possuía, dividia com Mario. Ela era como a tia dos gatos, uma senhora que não tinha papas na língua. Ofendeu muito ao marido que a abandonou antes mesmo de terem um filho. Ela praticamente foi a mãe de Mario.
Já o rapaz é apaixonado por Kat desde que ela surgiu no colégio. Entrou um ano depois. Todos já se conheciam, então Mario não andava com eles, pois eram ricos e ele era bolsista, mas Kat era legal com ele. Talvez porque a maior parte do tempo ela ficava no alojamento do colégio. Tanto o entendia quanto o defendia.
Entretanto, a garota dos seus sonhos já entrou no colégio namorando o Brad. Mario batalhou bastante para poder um dia dar de tudo para ela, focou em cada aula, em cada missão. Pôs na cabeça que ficaria rico e se casaria com sua musa.
No entanto, dona Samanta, a mulher que o criou, morreu. No leito de morte, disse que Mario deveria pegar uma carta em sua caixa de crochê. Assim ele fez. Após a morte dela, foi até em casa e descobriu que seus pais estavam vivos. Ligou para eles e os dois mandaram uma passagem para lá. Como Mario precisou se mudar, nem ficou sabendo quando Kat se separou do Brad, apesar de que o Thiago não perdeu tempo.
Quando Mario completou seus 18 anos, Mario voltou sendo supervisor da agência e rico para caramba. Já tinha conquistado quase tudo, quase, ainda faltava a Kat.
Agora ele tinha certeza de que poderia dar o mundo para a sua anjinha. Kat quer ir embora, e Mario partiria para onde ela quisesse, pois nesse mundo ele tinha diversas propriedades, era só escolher.
Quando Mario acorda, se levanta e vai ao quarto dela. Abre a porta sem fazer barulho e a vê dormindo. Ela é tão linda. Ele volta para o seu quarto, toma um banho, faz suas higienes, desce e prepara um café da manhã para Kat. Na verdade, arruma uma bandeja. A governanta é quem fez o café.
O rapaz coloca a bandeja na cama e passa a mão em seu belo rosto. Ela dá um leve sorriso, mas logo fecha o semblante.
— Bom dia, meu anjo, dormiu bem?
— Bom dia, apenas com dor de cabeça.
— Aqui, trouxe café da manhã e um comprimido para dor de cabeça, já imaginei que isso iria acontecer, pelo tanto que bebemos ontem.
— Obrigada Mario.
Ela se senta, dá um leve sorriso e come.
— Quero te levar em um lugar. Podemos passar o dia juntos lá, quero que se distraia e esqueça tudo o que aconteceu.
Na verdade, o que ele deseja é tirar Kat do Rio de Janeiro, pois sabe que uma hora dessas Thiago deve estar retornando mesmo sem completar a missão dele, já que ele ama muito a Kat. A ideia era evitar esse encontro.
— E que lugar seria esse?
— É uma surpresa.
— Esse café da manhã está divino. Obrigada Mário.
— Tudo para você, meu anjo. Coloca uma calça e leva umas duas trocas de roupas. Se você gostar de onde vou te levar, a gente dorme lá, tá?
— Estou ficando mais curiosa.
— Espero de verdade que você goste
Mario quer que ela veja que a respeita. Kat disse que precisa de um tempo e ele daria, só não conseguiria se afastar dela.
Os dois se levantam para ir tomar banho e se arrumar. Mario pretendia levá-la para o seu haras, um pouco de tranquilidade e paz deve fazer bem para ela. Quem sabe isso faça ela esquecer o Thierry e se entregar a um novo amor nesse outro ambiente?
KAT
A ligação para seu noivo não foi fácil. Kat achou que ele iria surtar, mas como sempre, ele foi compreensivo. Disse que já imaginava que o Mario faria algo do tipo, mas o que ele a orientou, Kat não queria fazer. Pediu para que ela entrasse na missão a fim de seduzir o Mario para que ele baixasse a guarda.
Por fim, Kat teria de enrolá-lo ao máximo. Precisava apenas de tempo para os Vossou chegarem ao Brasil, se organizarem e irem buscá-la para resolver com Mário.
Kat toma banho e se veste com uma calça como Mario sugeriu. Vai até o quarto dele ver se a roupa está boa, não saber para onde iam se torna agoniante.
Como ela nunca percebeu que ele gostava de dela? Ah, claro, o Thierry não dava espaço para ninguém chegar perto de Kat.
Já dentro do carro do Mario…
— Ei, meu anjo, tudo bem?
— Está sim, só estou pensando um pouco.
— Já estamos chegando.
— Que bom.
Ele dirige por mais uns 15 minutos e os dois chegam.
— Nossa, uma fazenda?
— Não, um haras, na verdade. Vamos até o chalé deixar nossas coisas, depois voltamos para que eu te mostre tudo.
— Tudo bem, é tudo lindo por aqui.
— Te trouxe aqui para você se desligar de tudo, colocar as ideias no lugar, meu anjo só quero que fique bem.
Eles descem do carro. Mario pega as mochilas e ambos entram na casa.
— Tem um pequeno problema, aqui tem apenas um quarto.
— Tem duas camas?
— Não, meu anjo.
— Mario…
— Eu sei, e irei esperar, mas só iremos dormir na mesma cama, não farei nada.
— Tudo bem.
— Vamos desligar nossos celulares, sem conexão com o mundo lá fora.
“Merda”, Kat xinga em pensamentos.
Quando pega seu celular para desligar, ele está tocando. É Brad. Ela solta um longo suspiro.
— Preciso atender antes de me desligar.
— OK.
A moça atende a ligação e sai do chalé.
— Fala Brad.
— Oi, meu amor, onde você está?
— É Kat e estou longe.
— Perfeito.
— O que está acontecendo?
— Ele foi visto aqui no Rio, o Oliver.
— Brad...
— Calma, meu amor, você está com o Mário, ele será útil, agora.
— OK, vou chamar ele — Kat se dirige nervosa até o dito cujo. — Brad quer falar com você.
—Está bem, meu anjo.
Ele pega o celular.
— Oi, Mario, preciso que estejam a sós, o assunto é sério — diz Brad.
— Estamos sozinhos, pode falar.
— Coloque no viva-voz.
— Ok
Mario coloca o celular no viva-voz.
— Pronto.
— Até que ponto você sabe da vida da Kat?
— Katrina Harris, noiva prometida que forjou a própria morte para fugir do noivo asqueroso, primeiro namorado foi morto por ele, depois namorou com você, ficando assim por sua proteção. Vocês terminaram, ela se envolveu com a agência, agora ela voltou das férias noiva do Thiago.
— Um ótimo resumo da minha vida.
— Bom, a Kat está correndo perigo, o noivo prometido está à procura dela no Rio. Ele é esperto, estou tentando achar a localização exata para matá-lo. Mas preciso ter certeza de que ela está segura, só assim poderei me concentrar 100%.
— Eu cuido da proteção dela, vou adiar a missão. Ficamos onde estamos até ter notícias de que ela está segura.
— Posso mandar alguns homens para ajudar na proteção dela...
— Não precisa, sou capaz de defendê-la.
— Tudo bem. Kat, confio em você, para sua segurança, já sabe, fique atenta por 24 horas. Agora preciso de sua autorização para pedir reforço para uma pessoa.
— Quem?
— Os Vossou.
— Brad.
— Kat, preciso do Apolo, você sabe que ele é o melhor Snipers.
— Creio que a cabeça dele não está concentrada, falei com Orfeu ontem, ele está na mansão Vossou até Hades chegar de viagem.
— Katrina, por sua segurança e liberdade.
— Faz o seguinte, por sua conta e risco, não irei falar com ele, estarei sem telefone. Quando precisar, pode ligar para o Mario.
— OK, entendi, e... Kat, posso falar apenas com você agora?
Ela pega o celular, tira do viva-voz e se afasta de Mario.
— O que vou falar para você agora, pode parecer frio, mas preciso que faça, preciso que use o Mario. Percebi que ele gosta de você, se aproxime dele, deixe ele te proteger. Assim que pegarmos o Oliver, tudo acaba. Não se preocupe com o Thierry, ele te ama assim como eu e ele irá entender, somos mafiosos e fazemos o que é necessário.
— Tudo bem, Demônio da Austrália.
— Perfeito, Atena Vossou.
— Você falou com ele? – Ela olha para os lados a fim de ter certeza de que Mário ainda está longe.
— Falei sim. Faça o que for necessário, Thierry disse que era para você encarar como uma missão.
— Obrigada, Brad, cuida dele e se cuida.
— Sou o demônio da Austrália e ele um Vossou, fica tranquila.
Brad desliga. Kat segue para dentro do chalé, respira fundo e vai até Mario.
— Pronto, celular desligado.
— Agora somos só nós dois aqui dentro e uma segurança reforçada por todo o Haras. Vamos almoçar?
— Vamos sim.