Despedida dos quatro

1092 Words
Eles seguem para a praia. Encontram seus amigos por lá. Kat sabe que irá sentir muita falta de todos, mas tem um casamento para organizar junto a sua sogra e pouco tempo para fazer isso. Ela e o Thi estão se divertindo muito. Talvez, só de saber que Oliver se foi, e agora entendendo os próprios sentimentos, se sente mais leve. Nunca foi tão feliz em sua vida. — Ei, amor, o que tanto você pensa? — Tava pensando em como as coisas fluíram até aqui. Às vezes me dá até medo, estou tão feliz me sentindo completa que temo que algo de r**m possa acontecer. — Ei, vem cá, eu não vou deixar nada acontecer com a minha Atena. — Eu te amo, vida. — Eu te amo mais. Eles se beijam e Eve, Isa e Fred voltam de um mergulho que tinham dado no mar. — Ei, casal, desgruda um pouco, pelo amor, né? — Eve diz. — Verdade, não largam mais — completa Isa. — Ei, vocês não vão se esquecer da gente, não é? – pergunta Fred. — É impossível esquecer vocês, vocês foram meu chão quando cheguei no Brasil. — Ei, Kat, falando nisso, agora que você vai embora, você vai contar para nós as suas origens? — Isa pergunta a ela, pois sempre que Kat vai contar, algo acontece e faz com que ela se retraia desistindo disso. — Por mais que muita coisa já tenha se resolvido, ainda seria perigoso para vocês saberem, não é, vida? – Kat indaga. — Eu concordo, queremos manter vocês seguros, não é bom se envolver nessa parte da nossa vida — Thierry explica. — Então você sabe? — Eve pergunta. — Digamos que o destino já tinha um plano para nós. Nossos caminhos se cruzariam de uma forma ou outra — Thierry responde. — Isso é verdade. — E eu tenho certeza de que eu me apaixonaria por ela à primeira vista, assim como me apaixonei — Thierry diz olhando nos olhos de Kat. — Vocês vão ver, estou ficando muito bom no que eu faço e descobrirei o que vocês tanto escondem de nós. – Fred fala. Fred está ficando cada vez melhor em hackear, ele consegue descobrir coisas que ninguém acredita, se algum dia esteve na internet, ele descobre. — Não duvido, mas quando descobrir, não faz nada a respeito, está bem? – Kat pergunta. Como sempre trabalhavam juntos em missões, ela sabe da capacidade de Fred. — Verdade, Fred, é muito perigoso, esse é mais um motivo pelo qual vamos para casa, digamos que nosso relacionamento ainda pode abalar algumas pessoas — Thi diz. — E lá, teremos a proteção da família do Thi – Kat conclui. — Só fico mais curiosa — Eve fala, caindo na risada. — Ai, gente, eu entendo que precisam manter segredo... mas é fogo — Isa comenta. — Prometo que se eu descobrir algo, falo primeiro com vocês — garante Fred fala para Thierry e Kat. — Olha, já que tudo é perigoso, eu quero que não se esqueçam que todos nós temos treinamento e juntos podemos mais. Precisou, liga e vamos até vocês — avisa Eve. — Verdade, vocês sabem como somos quando estamos juntos — Isa fala rindo, provavelmente se lembrando de missões que fazíamos juntos. — Ei, Eve, o que virou a situação de salvar o dono do morro? – Fred pergunta. Há alguns dias, quando Evelyn estava retornando da faculdade, ela se deparou com a cena de três homens com Chuck em suas mãos. Chuck cai em uma armadilha feita por um traidor. Evelyn usou seu treinamento desde que ela quase foi estuprada pelo padrasto. Teve que matá-lo e nunca mais saiu sem algo para se defender. O que ela mais gostava de usar eram adagas, ela dizia ser fácil de esconder em sua roupa e sapatos, podendo ser usada como uma arma para perto e uma arma para longe. Mais do que isso, ela nunca errava quando lançava uma adaga, assim ela matou dois dos homens que estavam quase matando Chuck e rendeu um deles, deixando o sujeito vivo para que Chuck enfim descobrisse quem o traiu. — Ah, aquele i****a do Chuck me deu um apelido, Puma, agora todos no morro me chamam de Puma e meu respeito agora é geral no morro. Tenho passagem livre até para o QG agora e faço alguns b***s de detetive para o Chuck. Vou te falar, estou gostando disso, pensando em investir — Evelyn conta. — Eu estou tão focada na minha faculdade e tentando ao máximo fugir dos meus pais, eles querem que eu me envolva na empresa, mas não estou interessada. Não é para mim, gosto de adrenalina, se quiser uma parceira em seus negócios, me chama, amiga — Isa fala para Eve. — Agora que a empresa do Mário tem outro dono, como está a empresa do seu pai? Eles viviam em disputa pelos clientes — Thierry pergunta a Isa. Os pais dela também possuem uma empresa de espiões como a do Mário, fazem serviços diversos, de descobrir uma simples traição a serviço sujo na máfia, a diferença entre as empresas é que 70% dos clientes dos Fontenele são mafiosos. — Ele tentou se aproveitar da situação, mas o fantasma é bom pra caramba — Isa diz. — Fantasma?? — Kat pergunta. — É, o novo dono é um mistério, ele resolve tudo virtualmente e quando precisa ligar ou fazer chamada de vídeo, é tudo camuflado, por isso demos o apelido de fantasma — Isa explica. Kat e Thierry caem na risada. — Fantasma, “taí”, gostei — Thierry fala olhando para Kat. Eles conversam mais entre si, falam dos planos uns dos outros, se distraem bastante, comem, bebem e, quando está escurecendo, começam a se despedir. — Irei sentir muito a falta de vocês — Kat fala — Eu também, galera estamos juntos — Thierry fala. — Me prometam que irão ligar se precisar e, sempre que der, liga pra gente pra pelo menos para falar um oi — Eve fala. — E não esqueçam de ligar os celulares nos aniversários, é importante — Isa fala. — Vamos deixar combinado de fazer chamada de vídeo em grupo nos aniversários, eu organizo isso — Fred sugere. — Muito bom, Fred, eu prometo, sempre que der eu ligo e se a gente precisar de ajuda ligamos — Kat fala. — Sim, meu amor, você promete e eu assino embaixo — Thierry fala. Todos se abraçam, choram e cada um vai para sua casa.
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