Revelando quem é Kat

1733 Words
Amanhece. O casal irá jantar na casa dos pais do Thierry, na mansão Vossou. Ele resolve chamar os irmãos para falar quem é a Kat de verdade e pedir ajuda para contar aos pais. Eles combinam então de se reunirem no horário de almoço e já conversarem, Thierry já explicou que tem um assunto sério para falar com eles. Às 11:00 eles chegam. O almoço ainda não havia sido servido, então eles conversam um pouco na sala. Heitor fala da namorada e André da menina que ele tem um rolo. Então o almoço é servido e ele segue tranquilo até o fim. Após o almoço, eles retornam para a sala e se sentam. Thierry dispensa os funcionários até o dia seguinte, já que iriam jantar fora e queriam privacidade para ter a tal conversa. — Fala aí, qual o assunto sério? – pergunta Heitor. — E já to doido para saber qual merda o irmão revoltado, porém certinho, fez — zomba o André. — Isso mesmo, acaba com a minha imagem na frente da Kat —resmunga Thierry Heitor e André caem na risada. — Ah, meu lindo, acho que eu te conheço melhor que seus irmãos. — Isso é verdade, meu amor Thierry sela os lábios de Kat. — Já deu da melosidade aí — reclama Heitor. — Tudo bem, vamos lá, meu amor — incentiva Thierry. Ela respira fundo e diz de uma vez: — Meu nome é Katerina Harris, sou uma herdeira da máfia Australiana. Sou filha de Thomaz Harris e irmã de Theodoro Harris. Noiva prometida de Oliver Taylor. — p***a — xinga André. — Apolo — diz Heitor com um tom de repreensão. — Eros, escuta tudo, p***a — Diz Thierry. Assim, Kat continua: — Oliver é 30 anos mais velho do que eu, meu pai queria me casar e eu não tinha nem completado os meus 15 anos. Eu tinha um namorado, o Peter, ele era o braço direito do meu irmão. Com a minha recusa em me casar com Oliver, meu irmão, que também não aceitava o casamento, me ajudou. Eu e Pet passamos um mês em Paris, onde perdi minha virgindade e acabei engravidando. No dia do jantar de ensaio, foi o dia em que retornei à minha casa. Eu peguei o carro da minha mãe e fui para casa do Peter, que era também a casa da minha melhor amiga, Penny, irmã de Peter. — Grávida? Você não me falou nada sobre isso. — Relaxa, lindo. Mas continuando. — Ela olha para os irmãos de Thierry novamente. — Fui em direção a casa de Peter e Penny e parei o carro perto da ponte. Peter me buscou, alguns homens capturaram o carro, colocaram um corpo com minhas medidas e características, meu sangue e em seguida o capotou e atearam fogo. Peter me escondeu na casa de praia da família dele. No dia seguinte me levou para a pista de pouso de um amigo do meu irmão, que me levou para o Brasil. Brad Wilson. — O Demônio da Austrália? — Isso, na época, ele era apenas o Brad Wilson. Assim que pousamos, Brad ligou para o meu irmão e ele contou que Peter e Oliver discutiram. Nisso, Peter falou que tinha sido o meu primeiro e que me amava. Oliver atirou na testa dele. Quando Brad me falou, a emoção foi forte e acabei desmaiando, além disso eu estava sangrando, pois o estresse pelo que passei em tão pouco tempo... — Ela respira fundo. Apesar de ter passado bastante tempo, relembrar aqueles dias ainda dói. — Levou meu filho, quando eu acordei no hospital, Brad estava desesperado, ele me contou tudo e eu percebi que ali eu perdi meu filho. Daí, fui afastada de toda minha família. Todos exceto Théo e Brad acreditam que estou morta. — Há um ano atrás, mais ou menos, eles foram ao Brasil, Théo e Brad. Eles contaram que Oliver descobriu que a Kat não morreu e está à caça dela. Ela mudou de apartamento e sempre está em viagem pela agência. — Certo, então para que os pombinhos possam ficar juntos, temos que caçar Oliver e matar ele — supôs Heitor. — Só tem um problema, nós mesmos, estamos atrás dele a um tempo e o bonito aí, fica no Brasil e não ajuda — diz André. — Brad bolou um plano — diz Thierry. — Ele é seu amigo? – Questiona André. — Não e nunca vai ser. – Thierry responde. — Thi — diz Kat. — Digamos que irei tolerar ele até matarmos o Oliver e ver minha namorada livre dele. Depois, se possível, não quero vê-lo novamente. — Qual seu problema com ele? Com o Brad? – Heitor pergunta, sentindo a tensão que Thierry ficou ao falar dele. — Ele é ex-namorado da Kat. — Ual! E sua história fica cada vez mais interessante. — Brad e eu tínhamos planos de nos casarmos quando eu fizesse 18 anos, depois de já casados, iríamos juntos à caça de Oliver. Thierry fica mais tenso, se levanta e vai pegar um copo de água. — Só que ao negar se casar com uma mulher que o pai escolheu, ele teve uma discussão com o pai da garota e o pai dele, com isso, o pai de Brad e o pai da garota acabaram mortos. Brad precisava se casar para assumir a cadeira da máfia. Meu irmão achou uma garota que estava indo para a boate dele. Ela assinou um contrato de casamento, nada de contato pelo período do contrato, ela teria tudo, roupa, comida, moradia na mansão e no final de tudo ela receberia um milhão e meio. Agora, se foi porque ela se apaixonou ou por ganância eu não sei, mas ela me fez terminar com Brad e eu não iria ficar imaginando o que estava acontecendo a milhas de distância, ali coloquei um ponto final. — Kat diz enquanto os irmãos Vossou escutam tudo calmamente. — Foi quando a gente começou a ter um lance, digamos assim. A gente ficava, eu queria namorar e ela não – Thierry conta. — Mas eu só ficava com você. — Até o dia da boate. — Me desculpa, eu ainda o amava. — Ei, calma, não estou te cobrando não. Lembra que eu falei para você ir e que depois eu ia colar os pedacinhos de novo? — Lembro sim, e colou mesmo, cada pedacinho. Thierry pega a mão dela entrelaçando os dedos. — Eu e o Brad terminamos, mas há um ano atrás fiquei com ele. Fiz ele prometer que se casaria, pois eu nunca mais ficaria com ele. Sendo assim, ele irá se casar daqui há 2 meses. — Oliver está escondido na Arábia Saudita, na casa do capo Al-Jalal. Brad irá convidar o capo para o casamento e soltar uma fofoca, que a filha de Harris poderá aparecer, que ouvi dizer que ela está viva e acompanhada. Assim, Oliver não aguentará e vai querer verificar pessoalmente. — Certo, Apolo, estou vendo que os planos são ótimos. Por que precisa da gente? – pergunta André. — Primeiro, assim que eu falar com o nosso pai, passaremos a chamar a Kat de Atena. Já é costume da nossa família, então, será melhor. Assim, não iremos correr o risco do Oliver descobrir que ela está aqui antes da hora. — E de acordo com o plano, preciso matar o Oliver, pois o Brad estará se casando e meu irmão está fora de controle com essa situação. Preciso de ajuda. — Eu irei matar ele, porém Kat ficará exposta, preciso que a proteja, ela é tudo para mim. Kat olha para ele. — Entendi e concordo, mas posso te perguntar uma coisa? – Heitor diz olhando nos olhos de Kat. — Claro. — Bom, colocaremos o nosso na reta para te salvar, digamos assim. Meu irmão se importa muito com você, é nítido isso. Mas e você, como se sente em relação a ele? — Amor, não precisa responder — Thierry diz em defesa de Kat. — Bom, Heitor. Quer dizer, Eros, o que eu sinto pelo Thi, é algo recente. Eu nunca menti para ele, ainda não é aquele amor avassalador, mas amo ele sim, primeiro ele sempre foi meu amigo e depois nossa relação já vem por anos. A cada dia a gente se aproxima mais, nos conhecemos, um sabe o segredo do outro e ele sabe que criei muros bem altos para me proteger. — Ela sempre deixou bem claro os sentimentos dela referente a minha pessoa e eu sempre deixei o meu para ela. — Você sabe que vou ficar noivo — diz Heitor. — Estou sabendo que está apaixonado. — André não assume, mas tem a namorada dele. — Que p***a de namorada o que, está ficando doido, Heitor? — André diz carrancudo. — Eu sei onde você quer chegar e agradeço se você ficar na sua – Thierry diz olhando para Heitor. — Beleza, só estou avisando. — Heitor, ainda temos tempo antes que ele seja obrigado a ficar noivo. — Ela vai se render a mim até lá. Ela abre um sorriso. Thierry não sabe, mas o coração de Kat já está batendo de uma forma diferente por ele. Todo o cuidado do rapaz para com ela, tudo que ele organiza, o quanto ele sempre a amou e deixou isso claro, a paciência que teve em esperar por ela, acreditando que ela é a mulher da vida dele, isso tudo ela pensa com frequência desde que um contou ao outro sobre seus segredos. — Olha, conta comigo, para ajudar. Meus homens são seus homens e Orfeu tem um casamento para ir, preciso proteger minha cunhadinha. – Diz André com uma sorriso no rosto. Se seus pais não tivessem escolhido seu apelido de Orfeu, deveria ser Loki, o Deus da travessura. — Conte comigo também! Eros e seus homens a seu dispor. Apolo, já quero avisar, o pai não vai aceitar ajudar de graça – comenta Heitor, como sempre mais sério, mas sempre tentando proteger os irmãos. — Eu sei, eu sei... Mas eu me viro com ele. — Tudo bem, eu já vou. Até mais tarde na mansão – diz Heitor. — Também já vou – fala André se levantando. — Até mais tarde, meninos – se despede Kat. Eles vão embora. Thierry e Kat resolvem passar o resto da tarde na praia.
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