Encontros inesperados

1894 Words
— Vamos tomar banho e nos arrumar para sair? — Vamos sim. — Acho que as garotas dos meus irmãos também vão. — Bom que já conheço elas. — Sim, a garota do André eu já conheço, a do Heitor não sei quem é. Os dois tomam banho e se arrumam. Kat usa uma calça preta colada e um body vermelho para destacar o cabelo que voltou para o loiro. Põe alguns acessórios e finalmente está pronta. Thierry se vestiu todo de preto e jogou uma jaqueta de couro por cima. — Como sempre você está perfeita. — E você também. — Então vamos, Atena? — E aonde vamos, Apolo? — Falei com os meninos, vamos nos encontrar com eles em um barzinho, parece que a Brenda vai demorar um pouco para chegar. Brenda é a garota do André. — Tudo bem. Saímos e fomos em direção ao bar. Assim que chegamos, já estavam todos nos esperando. Os meninos bebiam cerveja e as meninas drinks. Heitor estava ao lado de uma moça loira muito linda. André, ao lado de uma menina de cabelos pretos, mas estava de costas. Thierry, melhor dizendo, Apolo, segurava a mão de Kat, entrelaçando os seus dedos nos dela. O casal vai em direção a eles. — E aí pessoal. — Fala mano, cunhada. — E aí Pirralho, cunhadinha. — Oi cunhados. — Olha só, quem é vivo sempre aparece – fala a menina que está ao lado de André. — Brenda, pois é, mas logo irei embora novamente... Ele é interrompido por uma menina que chega. — Tão rápido, Apolo? — Larissa. — Nossa, quando a Brenda me disse que você estava de volta não resisti e vim te ver. Estava com saudades de você. Kat não controla e ergue a sobrancelha. Será que ela não viu que estão de mãos dadas? — Xii — murmura Heitor. — Por que fez isso, Brenda? – André pergunta repreendendo-a. — Calma, amor, eu não sabia que ele estava com namorada e nem que era segredo, você não me disse. — A Kat não é minha namorada, Brenda, ela é minha noiva. — O que? Apolo como você... – A outra garota, a tal de Larissa, começa a falar, mas Thierry a interrompe. — Larissa, o que tivemos foi um rolo de verão. E você sempre soube que não passaria disso, sempre deixei isso bem claro e todos sempre souberam que eu tinha alguém no Brasil. — E você não se importa dele ter te traído? — pergunta a garota fuzilando Kat com os olhos. — Primeiro, ele não me traiu... — Como não? — ela interrompe. — p***a. Além de oferecida não tem educação? Thierry a abraça por trás e sussurra em seu ouvido. — Amor, não vale a pena. No entanto, Kat se irritou com ela e não demorou a voltar a falar. — Olha aqui, garota, ele não me traiu porque o que tínhamos na época um com o outro era uma amizade colorida. Depois que nós começamos a namorar, nunca mais ficamos longe um do outro. E ontem ele me pediu em casamento e eu aceitei. Você não me conhece e não faz ideia do que sou capaz... — Eu não tenho medo de você. — Deveria ter — diz outra pessoa. — Brad! — exclama Kat, espantada. — E aí cara — diz Thierry. Ele perceptivelmente não gostou desse encontro. — E aí. — Heitor fala sentindo a tensão no ar. — O que faz aqui? — Iria perguntar a mesma coisa, mas não pude deixar de ouvir que você aceitou se casar com ele. — Sim, eu aceitei. — Olha, Apolo... cuida dela, senão, você vai se arrepender. — Que isso, demônio, eu amo essa mulher desde os meus 14 anos. Agora que ela aceitou ser minha esposa, não irei deixar nada de m*l acontecer a ela, muito menos irei magoá-la. — Ok, bom, seu irmão está na cidade. – Brad diz olhando para mim. — Cadê ele? – Kat pergunta. — Está vindo para cá. Combinamos de nos encontrar aqui. — Obrigada. — Bom, vou deixar vocês à vontade, com licença. — Se senta aí com a gente — Heitor convida Brad. — Isso, aproveita e faz companhia para a Larissa — André diz já com malícia. — Ei – A Larissa acha um pouco r**m. Kat ri baixinho. — Se importa? – Brad pergunta olhando para mim. — Nem um pouco — responde Kat. Kat olha para Thierry, que dá um leve sorriso de canto de boca. — Senta aí cara. Até meu cunhado chegar. — Beleza. Brad se senta ao lado de Thierry e Larissa que ainda tentou se sentar ao lado do noivo Kat. Sem dúvidas era uma garota abusada. — Bom, acho que agora posso apresentar minha namorada a minha cunhada. Atena, essa aqui é a Psiquê. Na verdade, o nome dela é Rebeca, mas como Apolo já te disse, assim que começamos a namorar, nossas namoradas já ganham um apelido. — Prazer, Psiquê, Atena. — Prazer, Atena. Espero que sejamos amigas. — Eu também espero. — Prazer, cunhada, sou o Apolo. — Prazer, Apolo, Eros sempre fala de você e quanto sente sua falta. Vocês irão voltar para o Brasil? — Vamos sim, precisamos voltar em algumas semanas. — Vocês vão ficar mais tempo aqui? — Vamos sim. — Ei, irmão, você ainda vai para a sua casa ou já vai para a mansão? – André pergunta. — Vou para a minha, mas amanhã, quando acordarmos, já vamos para a mansão. Os assuntos começam a variar e o tempo passa o bastante para que de repente Théo apareça no meio de todos. — Cara, eu demoro um pouco e você já faz amizade com os gregos? — Theodoro fala se aproximando e falando com Brad. — Pois é, cunhado — Brad diz para implicar com o Thierry. Kat sente que ele fica tenso, mas ela coloca a mão em sua coxa. — Calma, amor — ela sussurra no ouvido dele. Kat dá um beijo em Thierry. — Eu te amo. — Eu te amo mais. Théo ainda não a tinha visto, pois a irmã estava de costas, mas é impossível não reconhecer o som de sua voz e saber que a brincadeira sem graça do Brad era com ele. Então decide esclarecer as coisas, falando que não tinha mais nada com Brad e que ele precisa entender seu lugar atual, de apenas ex. E se ele souber se comportar perto de seu noivo, possivelmente um amigo. — Ex-cunhado Brad Wilson — Kat diz alto para que todos escutem. — Que? — A jovem sabe que Théo reconheceu sua voz, então se vira de frente para ele. — PEQUENA? — Théo berra ao vê-la. — Oi, grandão. Ela se levanta e vai até ele. O abraça. Como era bom estar em seu abraço, sentir seu cheiro. Kat sentiu muita falta do seu irmão. — Bom, Théo, esses aqui são Eros, Psiquê, Orfeu, Brenda, Larissa e Apolo. — Oi pessoal. — Grandão, quero te apresentar uma pessoa especial. — Quem? — Vem aqui, amor. Thierry se levanta. — Como assim, amor? – Théo olha para o Brad. — Calma, grandão, eu vou te explicar. — Oi — Thierry diz. — Théo, esse aqui é Thierry Vossou, vulgo Apolo, meu noivo. Amor, esse é Theodoro Harris, meu irmão — ela os apresenta. — Caraca... E aí, cara, me desculpe, mas eu não sabia. Já tinha tempo que não via a pequena... e a última vez que a vi... — Théo tenta se justificar pela forma que agiu. — Não se preocupe, eu sei que não a vê desde que ela terminou com o Brad — Thierry diz a ele. — Você sabe dos dois? — Theo se espanta. — Sei sim — Thi diz. — Na verdade, ele sabe de tudo. TUDO mesmo. — p***a. Você sabia, Brad? — Théo pergunta olhando para o rapaz, sua voz é um pouco impaciente. — Que eles estavam juntos? Sim. Da última vez que fui ao Brasil vi eles no baile funk no morro. E ela me falou que ele era namorado dela — Brad fala como se o relacionamento não fosse nada. — Na verdade, assumimos o nosso namoro naquele dia, mas estávamos juntos há muito tempo. Desde que ela te largou, na verdade. Você deve se lembrar que eu a beijei enquanto você tentava como louco fazê-la voltar para você — Thierry diz, para implicar com ele também. — Ah, eu lembro, lembro que eu queria te matar — Brad diz nervoso. — Ele é o cara que beijou minha irmã no dia que ela viu as fotos? – Théo pergunta. — É sim. — Uau, o que aprontou com você, cunhadinha, esqueceu de contar essa parte para nós? – André pergunta. — Na verdade, André, eu era inocente, caímos em uma armadilha, mas demorei para descobrir e ela nunca me perdoou. Quando consegui que ela acreditasse em mim. Fomos obrigados a nos afastar novamente — Brad tenta falar sua visão dos fatos. — Na verdade você está confundindo as coisas, Brad, não iríamos voltar de toda forma. Foi apenas uma despedida para que pudéssemos seguir em frente. Eu segui e você seguiu, como deveria ter sido desde o começo. — Você já me esqueceu, Kat? Thierry fecha os punhos. — Te superei, descobri que não era amor o que eu sentia por você, eu confundi as coisas era muito nova, e não costumo esquecer as coisas pelas quais eu passei, sendo elas boas ou ruins. Eu amo o Thierry e a cada dia amo mais, você agora faz parte do meu passado, ficou apenas nas minhas lembranças. Nisso, Thierry abre um sorriso. — Eu também te amo – Thierry diz olhando para mim. Kat sela os lábios dele. — Eu vou nessa, Théo, aproveita sua irmã, é bem difícil ter oportunidades assim, não sabemos quando poderá vê-la novamente. Depois passa no meu quarto, para que a gente acerte os detalhes — Brad diz. — Vai lá, vou sim curtir a pequena um pouco — Théo diz. — Apolo, cuida dela, ela pode não me amar mais, mas eu ainda a amo. Se fizer ela sofrer, eu te caço e não como Brad Wilson e sim como o Demônio da Austrália. — Não se preocupe. Tem a minha palavra que a farei feliz, até meu último suspiro. — Com licença — Larissa diz, arrasta a cadeira com raiva e sai andando. Dessa forma, Larissa e Brad vão embora. Na verdade, assim que Brad saiu, Larissa foi atrás dele na intenção de unir forças contra o relacionamento de Kat com Thierry. Depois de Brad ameaçá-la, com muita persuasão, a deixá-la em paz, eles acabam passando a noite juntos. Os demais foram para uma boate para se divertir um pouco. Para Kat, foi muito bom ter seu irmão com ela. Rebeca ou Psiquê é um amor de pessoa, quem não gostou muito de Kat foi Brenda, mas entende que ela queria ver Thierry com a amiga dela. Kat e Théo combinaram de se ver na mansão dos Vossou, antes de ele ir embora. O rapaz pegou o contato do Thierry e foi embora. Já passavam das duas horas da manhã quando os dois foram embora para a casa de praia. Seria a última noite deles ali.
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