02 Amice

1647 Words
Minha mãe escolheu o meu vestido como um bem vestido e branco que indica pureza, segundo ela. Fiquei cheia de enfeites, que obviamente eu tiraria todos quando minha mãe se distraísse. — Você irá dançar pelo menos uma dança com todos os homens que convidá-la. — Mamãe avisou enquanto dava alguns retoques na minha maquiagem. — É deselegante recusar. — Entendi. Olho para a janela do quarto vendo o dia já escuro através das cortinas. — O Rei está chamando a noiva e a Rainha para se apresentarem no salão do palácio. — Emma apareceu no quarto. — Já estamos indo, falta só uma coisinha... — Minha mãe fez uma pausa enquanto mexia nas gavetas da cômoda em nossa frente. Se posicionou atrás de mim e me pôs um colar no pescoço, olho no espelho e vejo um elegante colar com um diamante azul clarinho no pingente em forma de coração. — Prontinho. — Magnífico. — Comentei enquanto mexia um pouco no colar. — Agora precisamos ir, venha. — Minha mãe puxou minha mão coberta por uma suave luva branca de renda que ia até metade do meu braço. Caminhamos rapidamente até a próximo a porta do palácio onde tocava uma música animada, provavelmente a minha espera. Minha mãe me parou, deu algumas checadas em mim. — Lembre-se do que eu ensinei a você, cabeça e tronco erguidos. — Ela repetiu suas palavras de mais cedo. Eu assenti. Então nós três, Emma, a Rainha Aila e eu caminhamos em nossos saltos elegantemente até o salão do palácio. — Eis a Rainha, Aila, minha filha mais jovem, Emma e minha filha mais velha, Amice! — O Rei gritou quando aparecemos à porta. Minha mãe e minha irmã estavam vestidas de verde, eu era a única de branco. Como se fosse uma forma de nos "diferenciar". As pessoas se curvaram enquanto caminhávamos entre duas filas no meio do salão. Andei como minha mãe me ensinou, com a cabeça e troncos erguidos sendo simpática com todos. Acenando com a cabeça para as pessoas, olhando nos olhos de cada um. Vários príncipes exibidos com suas coroas se perdendo entre os cidadãos do reino Eratos. — Uma salva de palmas a Princesa! — Papai gritou. As pessoas aplaudiram enquanto minha mãe, Emma e eu estávamos paradas em frente ao trono, de costas para meu pai. — Príncipe Alistair de Luminares. — Um príncipe se aproximou de nós se curvou, e nos curvamos juntas. — Filho de Eminem e Betania... Depois de Alistair de Luminares contar a nós sobre suas conquistas, idade e vitórias conquistadas, valor da fortuna da família e entre outras baboseiras, outro príncipe se aproximou. — Príncipe Cedric de Marévia. Filho de Joana e Zebedeu... Chegou a um ponto em que eu só fingia que ouvia, já que quem iria escolher seria meu pai. Lembro mais ou menos de alguns príncipes, pelo menos acho que lembro. Príncipe Elio de Crystallia Príncipe Florian de Sylveria Príncipe nome parecido com o do cachorro que eu tive quando criança de Venturia Príncipe Jovan de Arcadia Príncipe Kael de Avaloria Príncipe Lysander de Celestia Príncipe Não lembro o nome de Mythoria Príncipe Oren de Solanis Príncipe Paxton de Nocturnia Príncipe Quillon de Verdanthia Príncipe alguma coisa com R de Seraphim Príncipe Soren de Evergreen Até que eu já estava cansada demais para conseguir sequer ouvir qualquer coisa, massageei as têmporas disfarçadamente e olhei para frente vendo mais um príncipe se aproximar, e para a minha surpresa ao lado estava um homem. — Príncipe Magnus de Eldoria. — Magnus começou a se apresentar todos nós nos curvamos um para os outros, o olhar do outro homem vacilou e me encarou desviando logo em seguida. O Príncipe olhou para o lado, direcionando seu olhar para o homem de pose defensora e queixo erguido ao seu lado. — Este é meu fiel escudeiro e melhor amigo Drake Cadman. Encarei Drake vendo ele olhar para algo distante, na típica pose defensiva de quem está alí para defender alguém importante. Como uma estátua que não se move ou interage. Quando menos notei, Magnus já havia acabado de se apresentar. Emma e a Rainha se posicionaram ao lado de meu pai. Eu tive que ficar alí de pé. Magnus ergueu a mão para mim, olhei para seu escudeiro que saiu caminhando se perdendo na multidão. — Me concede uma dança, Princesa? — Claro. Segurei sua mão e a música começou a tocar. As pessoas em volta começaram a dançar junto. Apoiei meus braços suavemente nos ombros de Magnus, e senti suas mãos apoiarem delicadamente em torno do meu tronco. Nos movemos de um lado para o outro em sincronia. — Qual a sua idade, Princesa? — Magnus questionou. — Me chame de Amice, por favor. — Tentei sorrir o mais simpática possível. — Claro. Qual a sua idade, Amice? — Fiz 18 recentemente. — Minha mãe me ensinou a não perguntar de volta, pois soava deselegante. Se for do interesse dele, ele dirá a sua. Apesar de que Magnus parecia ser um pouco mais velho, eu chutaria de 30 para frente. Magnus é ruivo, barba bem feita, fisionomia forte, um homem aparentemente fino e bem cuidado. Parece ser bem vaidoso. Gostei da forma como se expressa, poderíamos ser um bom casal. Rei Magnus e Rainha Amice me parece bom. Sinto que meu pai gostou dele, já que nos olha sentado do trono com a expressão satisfeita. Tento fingir não ter gostado dele. Nossos pais são do contra, se eu fingir que não gostei dele talvez meu pai escolha ele. — Está tudo bem, Amice? — Magnus questionou. — Claro. — Forço um sorriso me segurando para não rir. — O que dizia? — Ah... Sou o segundo filho de meu falecido pai, meu irmão mais velho é Rei de Eldoria... Observo seu rosto enquanto ele fala, olho algumas vezes para a minha mãe como se fingisse pedir socorro. A expressão de meu pai me alegrava, já que ele parecia cada vez mais satisfeito com a minha suposta insatisfação. Olho em volta vendo os outros príncipes, e depois de uma dança rápida com cada um, meu corpo e alma suplicam por ser Magnus o escolhido. Depois de ter dançado a noite inteira com todos esses Príncipes, fico de pé em frente ao trono fingindo que meus pés não estão em um estado deplorável. Dou uma olhada em volta do salão vendo as pessoas dançando, vejo Emma dançar com um príncipe qualquer de aparentemente 40 anos e me olhar como se pedisse socorro. Encostei minha mão coberta pela luva de renda nos lábios fingindo os coçar tentando esconder meu riso. Meu olhar escorrega um pouco para o lado e lá distante vejo Magnus e o escudeiro conversarem enquanto me olham. O Príncipe inclina a cabeça rapidamente em minha direção enquanto fala algo para o escudeiro. Vejo o escudeiro se aproximar parando e se curvando em minha frente. — A Princesa me concede a honra de uma dança? — Ele ergue a mão para mim. Observo seu rosto. O cabelo n***o, o bigode bem alinhado e um toque suave tinha alí, o rosto dele inteiro tinha detalhes suaves. — Claro. — Seguro sua mão. O escudeiro me puxa para si fazendo nossos troncos se baterem um contra o outro, eu o olhei assustada já que nenhum homem foi tão bruto assim a noite inteira. Talvez seja impressão minha mas ele me pressiona com mais força do que precisa. Me remexo um pouco e ele sorri. Observo seus lábios rosados por meio segundo e semicerrei meus olhos para ele voltando minha atenção para seus olhos. Eu quis xingá-lo, mas seria deselegante. De alguma forma ele era o escudeiro do meu provável futuro marido, eu tinha que ser educada pelo menos por enquanto. — Perdão, Princesa. Estou acostumado a tocar em prostitutas como damas e em damas como prostitutas. Tentei ignorar o comentário. O cheiro dele era tão mais forte quando o de Magnus, o que era surpreendente já que príncipes são mais vaidosos. Pelo menos eu acreditava que eram. Sinto a mão dele apoiar um pouco abaixo do meio das minhas costas, e eu volto a encará-lo assustada. Continuo fingindo normalidade, levantando os braços e os colocando em torno de seu pescoço. Sinto a firmeza de seus ombros e noto a nossa diferença de altura um pouco mais de perto. Este parece ser galanteador demais, observa cada detalhe do meu rosto sem nem ao menos tentar disfarçar. — Nunca havia visto o rosto de uma princesa tão de perto. — Comenta. — E nunca aprendeu a como tratar uma também. — Murmurei. Nos movimentamos em sincronia perfeita de um lado para o outro. O escudeira me pressiona mais forte contra si, ao ponto de me fazer sentir seu abdômen se mover enquanto respira. — Acho que não precisamos ficar assim tão perto. — Resmunguei. — Incomoda a Princesa? — Sim. — Gostei de como disfarçou para o pai da senhorita o fato de que gostou de Magnus, foi uma boa jogada. — Ignora o que eu falei. O homem se aproxima do meu pescoço e sussurra. Sinto uma espécie de agonia e balanço a cabeça em agonia. — Não sei do que está falando. — Funcionou, o Rei Roland convidou Magnus para um jantar. Observo o trono vendo meu pai conversando com Magnus e meu coração acelera em felicidade. — Ei! Não demonstre felicidade ainda. — O escudeiro me repreendeu. Olhei para ele indignada. — Quem você pensa que é? — Saiu automaticamente. Ele me olhou surpreso e sorriu. — Ora! A elegância já sumiu? Sou Drake Cadman, escudeiro do futuro noivo da senhorita, Princesa. Desviei meu olhar do dele para qualquer outro lugar, tentando disfarçar minha expressão de raiva. — Nos veremos em breve, Amice. — O escudeiro se afasta, se curva e sai andando. Fico encarando suas costas indignada pela ousadia dele.
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