ANA LIZ đ
Acordo com o meu alarme â tambĂ©m chamado de "mĂŁe" â aos berros lĂĄ embaixo para eu acordar.
â JĂ ESCUTEI, CHATAAAA! â grito do quarto.
â EU TAMBĂM TE AMO, LIZ! â ela grita de volta.
Levanto e vou fazer minha higiene matinal para ir Ă escola. Graças a Deus, hoje Ă© a festa de encerramento e o dia de pegar o resultado das avaliaçÔes. Hoje Ă© meu Ășltimo dia pisando em uma escola como aluna, com fĂ© em Deus! Acabei aquele inferno, agora vem outro chamado faculdade... aff.
Terminei de me arrumar. Jå pensei tanto que me perdi nos meus próprios pensamentos. Cheguei à porta do colégio; minha mãe me deu uma carona hoje porque ela vai para o escritório.
â Liz, achei que vocĂȘ nĂŁo viria mesmo! â Bia diz e me abraça.
â Essa era a minha maior vontade â falo rindo.
â JĂĄ vou adiantando: eu e vocĂȘ passamos direto! â Ela dĂĄ um pulinho.
â Ainda bem, nĂŁo aguentava mais esse inferno â reviro os olhos.
â Nem eu. Hoje tem baile, a estreia de dezembro no morro do meu irmĂŁo. Vamos comemorar! â Ela me encara.
â NĂŁo sei nĂŁo, Bia. VocĂȘ sabe que minha mĂŁe nĂŁo gosta da ideia, nĂŁo quero brigar.
â Por favorzinho, Liz! VocĂȘ sempre corre quando Ă© para ir. Estou achando que Ă© vocĂȘ que nĂŁo quer, nĂŁo a sua mĂŁe â diz ela, cruzando os os braços.
â De verdade, amiga? NĂŁo quero mesmo. Minha vibe Ă© outra e vocĂȘ sabe muito bem â falo de forma simples.
â E vocĂȘ sabe o que eu sempre falo: nĂŁo Ă© nada do que dizem. JĂĄ te garanti que vocĂȘ vai gostar, deixa de ser preconceituosa. â Eu a encaro.
â Eu nĂŁo sou preconceituosa, apenas nĂŁo Ă© a minha vibe. VocĂȘ sabe que sou mais de um restaurante, um boteco, um quiosque... Da vez que vocĂȘ inventou, eu me arrependo atĂ© hoje. Me colocou em uma furada das grandes! â Rio ao lembrar.
â Eu nĂŁo sabia que ia dar naquilo! Quando eu ia, era legal â fala rindo.
â Foi sim, muito legal... â debocho.
â Por favor, garanto que vocĂȘ vai gostar. Se nĂŁo gostar, eu te pago um açaĂ. â Eu a encaro e ela continua: â UĂ©, pelo menos o açaĂ vai servir de consolo. â n**o rindo.
â Se vocĂȘ nĂŁo estivesse na minha frente, eu ia dizer que vocĂȘ nĂŁo existe! â falo rindo.
â Por favoooor, Liz! â Ela faz cara de cachorro abandonado. AĂ jĂĄ era, nĂ©?
â TĂĄ, tĂĄ, tĂĄ, Bia! Eu vou. Mas se eu nĂŁo gostar, nunca mais vou na sua onda. â Ela dĂĄ vĂĄrios pulinhos parecendo uma criança, o que me faz rir.
O resto da manhĂŁ foi atĂ© legalzinha. Eu e a Bia fizemos o maior fuzuĂȘ na escola.
Agora sĂŁo 20h e eu estou quase pronta. A Bia disse que o irmĂŁo dela vem me buscar porque Ă© mais rĂĄpido ele vir de moto do que eu ir de carro. Eu disse para a minha mĂŁe que ia a uma festa e ela nem ligou... agora deixa ela sonhar que Ă© no morro, aĂ a coisa fica feia, kkkkkkkk.
Terminei de me arrumar e nĂŁo demorou muito para a Bia ligar dizendo para eu sair na porta do condomĂnio, que o menino que ia me pegar jĂĄ estava lĂĄ. E eu estou como? Nervosa, gente! Eu nem sei quem Ă©, kkkkkkkk.
NĂŁo me deixem sozinha nessa, vocĂȘs tambĂ©m sĂŁo assim? Quando vĂŁo fazer algo novo pela primeira vez, ficam nervosas? Digam que sim, vai! kkkkk.
Avisto uma moto e um homem de uns 23 anos? Lindo! Ele estĂĄ mexendo no celular, olha para o lado, me vĂȘ e vem atĂ© mim.
â VocĂȘ Ă© a amiga da Bia? â Me encara de cima a baixo.
â Sim. VocĂȘ deve ser o irmĂŁo dela, nĂ©? â Ele concorda.
â Sobe aĂ. â Ele me entrega o capacete e eu obedeço.
Gente, que homem Ă© esse??? Acredito que ele foi desenhado pelo prĂłprio SatanĂĄs, porque Deus nĂŁo ia cometer esse pecado ou crime, sei lĂĄ! kkkkkkk.