Meu corpo inteiro tremia. As mãos suadas, o peito subindo e descendo tão rápido que parecia que meu coração ia explodir. A sombra estava ali, dentro da minha sala. O homem que eu vinha sentindo me perseguir, que eu imaginava nas vielas, nas esquinas escuras, agora se impunha diante de mim. — Como assim fugir? — minha voz saiu trêmula, mais um sussurro do que uma pergunta. — Quem é você? O que você quer comigo? Ele se aproximou mais um passo. Eu recuei, encostando as costas na parede. O olhar dele era intenso, mas não parecia de um assassino prestes a me matar. Era como se ele carregasse um peso, uma urgência, algo que me ultrapassava. — Não tem tempo pra explicação agora. — a voz dele era grave, quase um rosnado baixo. — Eles vão vir atrás de você. — Eles… quem? — insisti, sentindo

