O morro estava silencioso naquela noite. Depois da conversa com Caveira e os outros, a tensão ainda pairava no ar, como se a qualquer momento uma bala perdida pudesse cortar aquele clima de calmaria forçada. Espectro, Marina e Thiago desceram os becos em silêncio, apenas o som dos passos ecoando pelas vielas estreitas. Thiago olhou pro amigo, o olhar preocupado. — Cê tem certeza que vai ficar aqui, mano? — perguntou ele, parando próximo ao portão enferrujado da viela onde morava. — Tenho, — respondeu Espectro. — Pelo menos hoje. A Marina precisa descansar, e se o Comando quiser falar de novo, é melhor eu estar por perto. Thiago assentiu. — Qualquer coisa, me chama. Tô aqui. Se cuida, tá? — Ele olhou pra Marina e sorriu de leve. Marina seguia ao lado de Espectro, em passos firmes,

