CARLINHOS - OFICINA

696 Words

(Narração em terceira pessoa) O cheiro de graxa misturado a ferro quente pairava na oficina. Thiago estava inclinado sobre um motor aberto, as mãos sujas de óleo, o rádio antigo chiando uma música abafada no fundo. Era fim de tarde, o sol já começava a se esconder por trás dos telhados do morro. Ele não esperava visitas. Muito menos aquela. O som de passos pesados ecoou no cimento, e logo a sombra de Carlinhos tomou conta da porta. Ele entrou sem pedir licença, o rosto tenso, os olhos vermelhos de noites m*l dormidas. Havia algo nele que misturava raiva e medo — um medo que ele tentava esconder atrás da voz grossa. — Boa tarde, Thiago. — disse, mas o tom estava longe de cortesia. Thiago levantou o rosto devagar, enxugou as mãos num pano encardido e soltou um suspiro. — Carlinhos. Que

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