ROTINA

762 Words

(Narrado pela autora) A manhã já tinha avançado quando Espectro finalizava as anotações sobre a mesa improvisada da sala, mapas riscados com caneta e coisas no computador. O rosto dele estava sério, iluminado pela claridade que entrava pelas frestas da janela. Cada detalhe parecia se encaixar em sua mente como peças de um quebra-cabeça. Marina, que até então observava em silêncio, se levantou e caminhou até a cozinha. O barulho de armários abrindo e fechando ecoou no ambiente silencioso. — Não tem nada aqui… Só arroz e café. — murmurou ela, debruçando-se sobre a prateleira quase vazia. Espectro sequer ergueu os olhos. — Dá pra viver de arroz e café. Ela bufou, apoiando as mãos na cintura. — Dá pra sobreviver, não viver. Você acha que eu vou ficar aqui te vendo brincar de Sherlock H

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