O sol começou a nascer devagar, atravessando as frestas da cortina encardida, o quarto do motel ainda cheirava a sangue, álcool e solidão. Espectro estava acordado — ele não dormira nem por cinco minutos. Ficou ali, sentado na cadeira, o olhar fixo na porta, como se a qualquer momento alguém pudesse arrombar e entrar atirando ou Marina poderia precisar de ajudar. No celular, a tela piscava. Duas mensagens novas. Era Thiago. THIAGO: “O pessoal do morro tá se mexendo. Acho que o Comando não está aceitando a história do Carlinhos” THIAGO: “Consegui rastrear umas coordenadas no chip do Pardal. Tem um contato estranho, ligação pra um número da Baixada. Te mando agora.” Espectro respirou fundo, o maxilar travando. “Baixada”, pensou. Aquela palavra já bastava pra acender o alerta dentro d

