VERDADES E CICATRIZES

936 Words

O sol começava a atravessar a cortina fina do quarto, riscando a parede com um brilho fraco e amarelado. Marina acordou primeiro, com o som distante de buzinas e o cheiro de café velho vindo do corredor do motel. O corpo ainda doía, principalmente o ombro, mas a dor já não era o centro de tudo. Ao virar o rosto, viu Rafael dormindo ao lado — o rosto calmo, os cabelos bagunçados, a expressão diferente daquele homem frio e calculista que ela conheceu. Ela ficou observando em silêncio por alguns segundos, tentando entender como alguém tão perigoso podia, ao mesmo tempo, transmitir tanta paz. Tocou de leve o braço dele, e ele abriu os olhos, meio sonolento, mas atento como sempre. — Bom dia — ela murmurou, sorrindo de canto. — Bom dia, princesa — ele respondeu, a voz rouca, o olhar meio pre

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