ENTRE O CALOR E O MEDO

823 Words

A chuva fina ainda batia no telhado do velho motel quando Espectro fechou a cortina do quarto, enquanto Marina estava sentada na cama. O braço dela estava enfaixado, o ombro dolorido. Ela gemeu um pouco, e ele entendeu que ela sentia dor. O cheiro de ferro do sangue seco ainda pairava no ar, misturado com o perfume fraco do sabonete barato do banheiro. Marina tentou sorrir, mas o rosto pálido a denunciava. Ela estava fraca, exausta. Desde o tiroteio, o corpo dela parecia um peso que ele carregava com medo de quebrar. Espectro puxou uma cadeira e se agachou diante dela. Limpou a sujeira do rosto dela com um pano úmido. Era estranho vê-lo assim — o homem que havia enfrentado motoqueiros armados, agora com as mãos tremendo ao cuidar dela, como se tivesse medo de machucar. — Você precisa to

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