MARINA - A VERDADE

869 Words

(Narrado pela autora) A manhã avançava devagar, mas dentro da casa o ar parecia mais denso, pesado. O silêncio só era quebrado pelo copo sendo colocado na pia. Espectro sentou-se diante de Marina, os braços apoiados nos joelhos, o olhar fixo nela como uma lâmina prestes a cortar. Marina se encolheu no sofá, abraçando a bolsa contra o peito como se fosse escudo. Ainda estava fraca, mas já não tremia como antes. Havia algo diferente no ar, uma urgência que ela sentia sem precisar que ele dissesse. Espectro não era de rodeios. — Marina… preciso que você me conte exatamente o que aconteceu naquela noite. Ela mordeu o lábio inferior, desviando o olhar. Não queria lembrar. Cada vez que fechava os olhos via de novo o clarão do tiro, o corpo caindo, o sangue escorrendo. Mas a voz dele não per

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