A noite chegou rápido, e com ela veio o vento frio que cortava como lâmina. Espectro manteve o carro desligado, escondido entre caminhões velhos e entulho - os faróis apagados, o motor ainda quente, e o coração batendo pesado no peito. Marina estava no banco do carona, o ombro enfaixado, a respiração controlada, ainda sentia dor, mas se recusava a demonstrar. Espectro olhava pra ela de vez em quando, e toda vez que via o pano manchado de sangue, o estômago dele se revirava. — Tem certeza que quer ficar aqui? — perguntou, baixo. — Já te disse. Se eu ficar sozinha, fico pior. — Isso aqui não é passeio, Marina. — E eu não sou mais a mesma garota assustada de antes. Ele deu um meio sorriso, meio irônico. — Tá bom, valente. Mas se der r**m, você corre. — E te deixo sozinho? — É melhor

