Capítulo 1

2462 Words
Dois anos antes Ally Vithor e eu éramos melhores amigos a uns 9 anos ou mais, nunca havia rolado nada que ultrapassasse os limites da amizade (a não ser o fato de eu ser apaixonada por ele), ele nunca saberia, o amor podia ser grande, mas a amizade que tínhamos era mais importante do que toda aquela paixão. Sempre que precisava sua casa era minha. E naquele fim de semana não seria diferente. Dona Liz, a mãe de Vithor, vivia dizendo que nós dois formamos o casal perfeito, Bryan o irmão do meio também, o único que não concordava muito com a ideia era Gus, o mais velho dos três. Me sentia parte da família e isso era muito bom. Mensagem on... -Vithor é sério que posso passar o fim de semana aí? - Sim Ally, sem problema nenhum. - Muito obrigado, estou precisando fugir um pouco do caos de tudo isso. - Eu sei minha linda, por isso te chamei para vir para Porto Alegre e porque preciso urgentemente comer aquela sua lasanha haha. - b****a, chego às quatro horas da tarde, ok? - Ok, até mais, te amo. - Também te amo. Mensagem off Ir para casa de Vithor em Porto Alegre era minha válvula de escape, para o caos que era minha vida, ele era tudo pra mim, a amizade era longa e ele me conhecia muito bem. Fui para a rodoviária com apenas a minha mochila e embarquei no ônibus, rumo a um fim de semana de muitas risadas. Chegamos em Porto Alegre faltava uns minutos para as quatro horas, mas Vithor já estava lá me esperando, coloquei o pé no último degrau do ônibus e avistei meu amigo, sempre do mesmo jeito, cabelo comprido, camiseta preta e um jeans surrado, quando me viu veio na minha direção e eu fui correndo na sua. Quando chegamos perto pulei em seus braços e recebi o melhor abraço do mundo, quem nos olhava e não nos conhecia dizia que éramos namorados, e recebíamos muitos olhares assim. - Ally, você chegou. Disse ele quando desci dos seus braços. - Eu estava morrendo de saudade. Disse abraçando ele de novo. - Eu também. Disse ele pegando minha mochila. - Temos algo para fazer agora? Perguntei para ele. - Sim, passar no mercado, depois quero te levar em uma rua que você vai amar, só tem livrarias, ah e temos uma festa de um amigo da faculdade para ir. Disse ele caminhando ao meu lado, Vithor fazia medicina era um milagre quando tinha tempo para curtir. - Podíamos passar nessa rua primeiro e depois no mercado. Disse olhando para ele. - Pode ser, vamos de táxi, essa rua é meio longe. Disse ele acenando para que um carro parasse para nós. Ficamos uma hora passeando pelas livrarias, comprei alguns livros e uma sgunda mochila, depois passamos no mercado e fomos para a sua casa, Vithor queria que eu fizesse minha lasanha, eu havia concluído minha faculdade de gastronomia a pouco tempo, tanto que minha vontade era vir morar em definitivo aqui e abrir meu negócio próprio. Chegamos na casa de Vithor eram umas sete horas, eu estava cansada, mas ele ainda queria ir nessa festa, então nada de descanso por enquanto, daria o meu máximo para aproveitar o fim de semana. - Ally, quanto tempo. Disse Dona Liz quando entramos na casa. - Ah, eu ainda venho morar perto de vocês. Disse para ela. - Seria ótimo. Disse Gus sentado no sofá. - Oi Gus. Disse cumprimentando ele de longe. - Sim, meu amor, seria ótimo. Disse Vithor subindo as escadas. - Vocês ainda vão namorar. Disse Liz me puxando para a cozinha, geralmente Vithor me chamava de amor somente quando Gus estava perto, o que me intrigava. - Ah Dona Liz. Disse colocando as sacolas em cima da bancada. - Nem venha com isso Ally, sei que gosta dele, vejo no seu rosto quando ele lhe chama de amor. Disse ela me ajudando a tirar as compras. - Ele tem me chamado muito assim quando Gus está por perto. Disse para ela, começando a pegar as panelas, eu já era de casa então sabia onde tudo era guardado. - Oba, vai ter lasanha. Disse Gus da porta da cozinha, o que me fez levar um susto. - Ela vai cozinhar para mim. Disse Vithor passando por ele. - Vou fazer para todos Vithor. Disse arrumando as coisas. - Gus esta fazendo gastronomia. Disse Dona Liz picando as cebolas. - Que legal Gus, se quiser te dou algumas dicas. Disse para ele. - Mas amanhã ou outro dia, hoje temos uma festa para ir. Disse Vithor, o fim de semana seria assim, eles trocando farpas o tempo todo. - E Bryan? Perguntei mudando o foco do assunto. - Na casa da namorada. Disse Vithor me ajudando com a lasanha. - Eles vão vir para o jantar? Perguntei para Vithor. - Vão sim, Bryan me mandou mensagem a pouco, ele quer te apresentar Bia. Disse Vithor picando os tomates. - Você está fazendo errado, Vithor. Disse e comecei a rir. - Achei que não tinha jeito errado. Disse ele me passando o tomate e faca. - Tem sim, eu termino. Disse sorrindo. - Olá família. Disse Bryan entrando na cozinha. - Oi Bryan, quanto tempo. Disse cumprimetando ele. - Bia essa é a Ally, melhor amiga/namorada do meu irmão. Disse ele. - Uau, Vithor fala muito de você, ele disse que você ama ler. Disse Bia dando uma abraço em mim. - Sim, comprei mais alguns livros hoje. Disse para ela. - Eu adoro ler também, então quero algumas dicas. Disse ela sentando à mesa. - Amanhã, hoje ela é só minha, temos uma festa para ir. Disse Vithor, me cutucando. - Sim, você podia ter me avisado antes, trouxe pouca roupa. Disse começando a montar a lasanha. - Você fica bonita de qualquer jeito. Disse Gus, ele estava provocando Vithor. - Ah, obrigada. Disse meio sem jeito. O resto do jantar foi assim Vithor e Gus trocando farpas sempre que podiam e eu e Dona Liz tentando amenizar, comemos a lasanha, depois Vithor e eu subimos para nos arrumarmos para a festa do amigo dele, coloquei a única roupa mais ajeitada que havia trazido. Vithor não tinha me avisado sobre a tal festa, então coloquei um jeans e uma camiseta preta da mulher maravilha, já ele colocou um jeans e a mesma camiseta preta de sempre. - Como eu tô? Perguntei mostrando a roupa. - Tá linda assim. Disse ele terminando de colocar o tênis. - Você podia ter me avisado. Seus amigos de medicina vão estar bem arrumados, tem certeza que não quer ficar vendo - - Netflix? Perguntei na esperança dele mudar de ideia. - Não, vamos logo. Disse ele sorrindo. Saímos por volta das dez e fomos para a casa do amigo dele, eu o fiz prometer que ficaria por perto, pois não conhecia ninguém além dele. Chegamos na festa eram umas onze horas, Vithor entrou e cumprimentou a todos e me apresentou como sua melhor amiga, um dos meninos perguntou se eu era a famosa Ally que ele tanto falava. - Ally, fique aqui, vou buscar uma cerveja para nós. Disse Vithor entrando no meio das pessoas, e me escorei na parede para esperar por ele. - Oi moça que eu não conheço. Disse um moço moreno e alto. - Ah eu estou com o Vithor, ele faz medicina. Disse ficando sem jeito pela proximidade que ele estava. - Me chamo Daniel, e você qual o seu nome? Perguntou ele, ficando ao meu lado. - Ally. Disse Vithor aparecendo ao meu lado com duas garrafas de cerveja e me alcançando uma. - Que nome lindo. Disse Daniel. - Ela está comigo, então com licença, mas temos uma festa para curtir. Disse ele me puxando pela sala. - O que te mordeu criatura? Perguntei quando chegamos na cozinha. - Nada Ally, só não curti Daniel dando em cima de você, ele é um galinha. Disse ele soltando minha mão. - Vithor, tu veio cara. Disse um moço loiro. - Gui essa é a Ally. Disse Vithor. - Prazer Guilherme ou Gui, tanto faz, você é mais bonita do que na foto. Disse ele apertando minha mão. - Ah, obrigada? Eu acho. Disse para ele, tomando um pouco da minha cerveja. Depois disso sentamos em um dos sofás e ficamos conversando, dançamos algumas vezes, muitas meninas olhavam para nós, como se desejassem estar no meu lugar, bebemos mais algumas cervejas e eu sabia que iria me arrepender daquilo. Já estava um pouco bêbada quando uma menina puxou Vithor para dançar, o ciúme queimava em minhas veias, mas não deixei transparecer isso. Só Vithor saiu e Daniel apareceu e me tirou para dançar, Vithor estava no meio da multidão e eu já estava me sentindo solta pelas cervejas que eu havia tomado, então apenas me levantei e fui, sem nem pensar nas consequências. Dançamos uma música quando Daniel me beijou, mas como não estava muito afim de beijar ele o empurrei e ele voltou, depois tentou com todas as forças me levar para os quartos, eu não era mais virgem, mas eu não queria t*****r com ele. Lembro de Vithor chegando rapidamente, me puxando de Daniel e me dando um beijo, d***a e que beijo gostoso, nos beijamos por um bom tempo, suas maos percorriam meu corpo, quando ele parou me perguntei o porque ele havia me beijado. Ele me salvou de um i****a, eu estava tonta, mas não o suficiente para fazer besteira, fomos para casa e Vithor me agarrou assim que chegamos em seu quarto. - Vithor estamos bêbados, não podemos. Disse parando de beijar ele. - Eu sei, mas eu gosto de você, fiquei possesso quando vi Daniel com as mãos em você. Disse ele, sentando na cama e me sentando em cima dele, eu sentia sua ereção embaixo de mim. - Você tem certeza do que quer ou é a cerveja falando por você? Perguntei acariciando seu cabelo. - Sim, tenho certeza. Disse ele me beijando novamente. Vithor tirou toda a minha roupa e acariciava cada pedaço de pele depois, o t***o já corria em nossas veias, tudo o que eu queria era t*****r logo, mas ele fazia questão de me torturar lambendo meus s***s, minha barriga, me dando beijos extremamente sensuais, quando ele entrou em mim, vi estrelas, não sabia se eram por estar bêbada ou se eram por eu desejar aquilo a tanto tempo, ele se mexia devagar e isso já estava me levando a loucura, ele sabia o que fazia, e logo chegamos ao clímax juntos. Transamos mais uma vez e dormimos juntos, quando acordei pela manhã Vithor ainda dormia nu ao meu lado, peguei meu celular e fiquei um tempo mexendo nele, Vithor acordou por volta das dez, quando me viu nua ao seu lado, sorriu e me puxou para um beijo longo e demorado, mas quando descemos para o almoço decidimos que por enquanto tudo ficaria em segredo. - A festa foi boa? Perguntou Dona Liz. - Até que foi. Disse Vithor sentando à mesa. - Mas acordar com esse clima. Disse e me sentei ao lado de Vithor. A cidade amanheceu chuvosa, e ficaríamos em casa o dia todo. - Ah vai ser bom, podemos ver um filme. Disse Gus. - Verdade. Disse Bia, Dona Liz amava a casa cheia assim. - Tem pipoca? Pergunto empolgada. - Tem sim, comprei ontem. Disse Bryan. - Ótimo. Disse e comecei a almoçar, tinha tudo o que eu gostava, arroz, feijão, batata frita, bife e salada. - Dá pra fazer brigadeiro. Disse Vithor, sabendo que eu amava brigadeiro de colher. - Mas, que filme? Perguntou Bryan. - Eu tenho compromisso hoje de tarde. Disse Dona Liz. - Depois escolhemos. Disse Gus. Terminamos o almoço e subimos para descansarmos um pouco, depois que Vithor fechou a porta do quarto me agarrou e me beijou. Mas dessa vez não transamos, apenas deitamos juntos na cama e conversamos um pouco, acabamos dormindo por um tempo agarrados em sua cama. Bia foi quem nos acordou, dizendo que havia escolhido o filme, o que preocupou Vithor, ele detestava qualquer comédia romântica. Gus havia trazido uma amiga, o que me deixou mais tranquila, pois sabia que assim ele e Vithor não discutiriam. Vithor levou um de seus cobertores para a sala, Bryan e Bia já haviam arrumado três colchões de casal e alguns travesseiros. Fizemos nossos comes e bebes antes do filme começar, procurei colocar roupas largas, como uma calça de malha preta e um moletom rosa. O filme começou e Bia havia escolhido 50 tons de cinza para assistirmos, eu já havia lido o livro e sabia como seria o filme, meu parceiro ao lado não curtiu muito a ideia do filme, mas quis assistir porque fazia um mês que eu queria que ele o assistisse comigo. Nossa tarde e noite foram assim, vendo filme, comendo e rindo, Vithor e eu não deixamos transparecer que havíamos transado. Quando chegou a hora, foi muito doloroso voltar para casa, mas seria por pouco tempo, decidimos naquela manhã que eu voltaria em algumas semanas e iríamos contar para todos sobre nós. Porém as semanas passaram e Vithor parecia mudado comigo. Um dia antes de ir em definitivo para Porto Alegre me senti muito m*l e deitada em minha cama com minhas malas em volta, me lembrei que minha menstruação estava atrasada. Sai o mais rápido que pude e fui em uma farmácia, depois que cheguei em casa e fiz o teste de gravidez meu mundo se transformou em algo que eu não havia visto ainda, principalmente quando olhei os dois tracinhos no teste. Positivo, era tudo o que eu conseguia pensar, na hora fiquei apavorada, não lembrava de termos usado c*******a e eu não tomava nenhum remédio para não engravidar, e o pior ainda não sabia como contar para Vithor, o bebê mudaria nossa vida. Decidi que iria hoje mesmo e faria uma surpresa para ele, peguei um carro alugado e fui para Porto Alegre, depois que cheguei na cidade fui direto para a casa de Vithor, precisava urgentemente dele. - Ally você aqui, você não vinha amanhã? Perguntou Dona Liz quando entrei. - Sim, mas preciso falar com Vithor é urgente. Disse para ela. - Ahn, Vithor não está. Disse ela nervosa. - Meu irmão foi fazer a residência nos EUA. Disse Gus descendo as escadas. - Como assim ele foi embora? Ele não me contou nada. Disse sentando no sofá a beira das lágrimas. - Ele não te contou? Perguntou Dona Liz. - Não. Disse chorando. - O que você tinha para contar para ele? Perguntou Gus, curioso. - Estou grávida e o filho é dele. Disse olhando para os dois.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD