Foi divertido ter passado algum tempo com Rubí e seus amigos. A melhor parte foi quando finalmente ficamos sozinhos, quando dei um beijo nela. Não foi um grande beijo, mas foi bom sentir seus lábios, o problema é que fiquei com um gostinho de "quero mais". E realmente eu quero muito mais.
Seria ótimo se eu tivesse o número dela. Depois de ontem, não acho que Rubí tenha aceitado o meu pedido de amizade, mas o importante é que posso ver o que ela faz no i********:. Até agora, acho que só Marcus está no meu caminho.
Vou para a cozinha já que acordei tarde demais. Pelo menos, tenho a companhia da minha futura sogra. Dou um beijo no seu rosto por ter feito o que eu tanto adoro e guardado para mim. Ela é a sogra perfeita.
— Eu já disse que te amo, Sofia? — Pergunto comendo os meus waffles.
Ela ri. — Você é doido, Renner!
— Antes. Agora eu tenho juízo. Sabia que eu vou começar a trabalhar? Vou trabalhar e pagar impostos, essas coisas.
— Isso é muito bom. Significa que está crescendo.
— Eu sei. Você acredita em mim.
— Algumas vezes, você faz tudo certo. Sabe quem é parecido com você?
— Não.
— Peter é uma versão mais calma e discreta de você. — Ela ri.
— Talvez. Mas agora ele é um homem sério e tem uma namorada que gosta dele de verdade.
— Você também vai encontrar alguém que goste de você de verdade.
— Eu acho que já encontrei. — Sorrio.
— Então, não deixa ela escapar. Sabe como é difícil encontrar alguém que tenha sentimentos verdadeiros por você?
— Eu sei. — Olho para o meu prato. Eu sei sim, porque Elisabeth foi minha ex-namorada. Eu pensava que gostava de mim, mas foi um engano total. Ela não gostava de mim. Acho que nenhum pouco. Talvez ela seja a minha Madeleine, só que também não a amava e ela não me fez sofrer. Será que todo homem tem que ter uma Madeleine?
Suspiro e afasto esses pensamentos ruins da minha cabeça. Eu tenho que pensar no que vou fazer na palestra da Rubí. Ela pensa que eu não vou, mas eu não poderia perder a oportunidade de ver o quão inteligente ela é. Marcus deve ter muito orgulho nela. Gostaria mesmo que estivesse solteira.
— Você está bem? — Sofia pergunta.
— Claro que estou. Só estou pensando em algumas coisas.
— Está bem. — Ela sorri e limpa a ilha.
Suspiro. — Sofia, como faço para uma mulher se apaixonar por mim?
Sofia olha para mim de um jeito estranho. — Bom, mulheres gostam de homens responsáveis, de sinceridade. Gostam de flores e chocolates. Mulheres gostam de homens que não são machistas, gostam de homens carinhosos, românticos, homens que têm planos, que sabem o que querem, homens inteligentes, que goste de crianças e de animais. Pode acreditar que se fizer tudo certo, vai ter elas nos seus pés.
— Mas eu não quero que todas elas caiam. Elas já caem, mas não gostam de mim de verdade. Eu quero apenas uma e que ela goste de verdade.
— Porquê você não pergunta para o Peter? Ele conseguiu conquistar e reconquistar a mesma mulher em pouco tempo. — Ela pisca um olho para mim. E tem toda a razão.
Peter fez algo h******l com Esmeralda e mesmo assim, ela decidiu perdoar ele. Tenho que saber qual é o segredo. Mas antes, eu prometi para o Thaddeus que iria com ele no cinema.
— Boa ideia, Sofia!
Chegamos no cinema. Vamos ver um filme de ação, porque somos homens e porque eu odeio romance, me dá vontade de vomitar todas aquelas palavras bonitinhas e tudo lindo como se o mundo fosse perfeito. Me dá um pouco de inveja dos personagens apaixonados também.
Olho para o cartaz digital, o filme de romance que eu jamais iria assistir. Até o título dá voltas no meu estômago. Quem é que assiste esses filmes?
Thaddeus olha para mim. — Quer ver esse? — Ele ri.
— Prefiro escalar o Evereste.
Passamos para o outro que é o que eu estou procurando. — Vamos ver esse.
— Com certeza que sim. Embora eu saiba que não teria opção, irei ver os dois. Sabe, ter namorada é um pouco complicado. — Bate no meu ombro. — Tem a certeza?
— Então, porquê não termina com a sua?
— Eu não disse que não tinha um lado bom. Na verdade, são muitos lados, mas não importa.
Eu me viro para ir comprar as pipocas, quando vejo Rubí e Marcus. Como o mundo é pequeno. Eu não fazia ideia que eles estariam aqui. Mais uma vez, é um sinal do universo, dizendo que eu tenho que ficar com ela.
— Renner! — Thaddeus estala os dedos na frente do meu rosto.
— Olha como ela é linda! — Aponto para ela com o queixo.
— A ruiva?
— Sim, a ruiva.
Ela está usando um vestido preto justo, ténis branco e um casaco jeans. Seu cabelo está em um r**o de cavalo igual ao da Ariana Grande. Marcus é um sortudo. Como ele conseguiu ficar com a minha garota?
Rubí aponta entusiasmada para o filme que estou tentando fugir. Ela gosta mesmo dessas coisas? Ah! Esqueci que as mulheres gostam de coisas fofinhas e românticas.
— Vai comprar as pipocas! — Digo sem tirar os olhos dela.
— Você está numa fase insuportável. Não imagino se estivesse realmente apaixonado por ela.
— Vai!
Ele se afasta, e eu vou ter com a minha futura namorada. Marcus nota a minha presença e sorri. Eu acho que estou sendo muito c***l com ele, é uma boa pessoa. Porquê tem que ser assim? Ele devia ter um podre, algo para me fazer sentir melhor.
— Renner! — Ele diz.
— Que coincidência! — Digo. — Eu vim ver um filme maravilhoso. — Aponto para o romance enjoativo. — Eu esperei tanto por ele e agora não consigo me controlar. E vocês?
— Você? — Rubí pergunta, acho que não acredita em uma palavra que eu disse. — É sério?
— Porquê? Só as mulheres podem gostar de filmes de romance?
— Não é isso que eu quis dizer.
— Nós também vamos ver esse. — Marcus responde.
— Sério? Bom filme, então. Nos vemos por aí!
Eu vou procurar Thaddeus para dizer que mudei os meus planos. Peter tinha razão quando disse que não é fácil estar nesse mundo. Agora eu tenho que preparar o meu estômago para ver um filme que jamais veria.
Como o filme não me interessa em nada, eu fico apenas olhando para o casal feliz que está do meu lado direito, longe demais para não me ouvir falando m*l deles. Marcus não pára de beijar a mão dela ou de sussurrar no seu ouvido ou de beijar ela quando aparecem cenas românticas. E eu fico me segurando para não sair daqui correndo.
Pensei que essa noite seria diferente, mas acabei sendo torturado por um maldito filme de romance. Por isso, quando aparecem os créditos, eu sinto um grande alívio.
Saímos da sala de cinema e controlo os passos deles. Marcus está com o braço no ombro de Rubí, sorrindo como um i****a. Eu fico com inveja e com vontade de ir atrás dela agora mesmo. É verdade o que dizem: o proibido é mais gostoso.
— Renner, é sério que você vai fazer isso? — Thaddeus me empurra para continuarmos andando.
— Você não faria o mesmo?
— Eu tenho namorada. Mas se ela me deixasse e ficasse com outro...
— Então, você entende.
— Não completamente. Cuidado para não ficar obcecado.
Rio. — Ela é que vai ficar obcecada por mim.
— Podemos ir? Ou pelo menos falar sobre o filme?
— Eu não prestei atenção no filme. — Vejo Marcus e Rubí entrando numa pizzaria.
— É uma pena porque o filme foi ótimo! Eu gostei.
— Vamos comer uma pizza? — Sorrio para ele.
— Claro que sim.
Entramos na pizzaria e ocupamos um lugar onde possamos ser vistos, já que Marcus e Rubí estão fazendo o pedido no balcão. Thaddeus olha para mim e acena em negação sorrindo.
— Renner, às vezes, eu tenho medo de você.
— Ainda bem que tem.
— Estamos aqui por causa dela? Eu pensei que queria mesmo comer uma pizza.
— Porquê não? Mas siga a minha deixa, está bem? — Pego no celular e finjo estar distraído.
— Está bem.
Fico esperando que eles venham, e como esperado, eles mordem a isca. Rubí não parece muito feliz, começo a achar que ela sabe o que estou fazendo.
— Renner!
— Parece que vocês estão nos seguindo. — Rio.
— Ou o contrário. — Rubí diz.
— Esse é o Thaddeus. É um grande amigo. Crescemos juntos. — Apresento ele.
— Prazer! — Marcus sorri. — Eu sou o Marcus, essa é a minha namorada, Rubí.
— Prazer! — Thaddeus aperta as suas mãos.
— Vocês querem se juntar a nós? — Pergunto.
— Adorariamos, mas estamos... — Marcus tenta procurar a palavra.
— Estamos querendo um pouquinho de privacidade, coisas de namorados. — Rubí termina.
— Eu entendo. Então, bom namoro! — Sorrio.
— Mas noutra altura, num outro dia, quem sabe. Foi bom falar com vocês. — Marcus diz.
— Foi um prazer conhecer vocês. — Thaddeus sorri.
— Nos vemos por aí, então. Adeus! — Ele despede e leva Rubí para sentar numa mesa longe da nossa.
Eu fico olhando para as suas pernas perfeitas e sua b***a. Gostaria de ver como ela fica usando uma calça justa. Deve ser a melhor coisa do mundo. Sorrio ao lembrar do seu corpo usando um biquíni. Eu reparei em tudo. Reparei nos seus p****s médios bonitos, sua barriga, suas pernas, suas costas, até seus pezinhos lindos e finos. Marcus tem tanta sorte e eu tenho um grande problema.
— f**a-se, sorriso falso. — Digo, me referindo ao sorriso que mostrei para Marcus. Nunca pensei que seria esse tipo de amigo. Mas não somos tão amigos assim.
— Você quer mesmo ficar com ela? E você nem sente nada.
— Primeiro preciso ter a certeza que ela gosta de mim.
Thaddeus olha para mim como se eu fosse louco. — Está bem.
E ficamos na pizzaria observando o casal feliz mais uma vez. Fico com um pouquinho de dúvidas, vendo Rubí tão feliz ao lado do Marcus. Mas pode ser apenas um teatro. Madeleine era ótima fingindo que amava o meu irmão.
Entro no quarto do Peter e sento na sua cama, vendo ele se preparando para o banho. Depois de Esmeralda, ele parece outro homem. Um homem feliz. Porquê não posso ter isso também? O que eu fiz? Que pecado eu cometi?
Ele olha para mim. — Você quer dizer alguma coisa? Com certeza, não veio aqui só para olhar para mim.
Suspiro. — Tem razão. Você tem muita sorte por Esmeralda ser tão bonita e perfeita.
— Eu tenho. — Ele sorri. — Vou casar com aquela mulher. Escreve o que estou dizendo.
— Sei que sim. Vai se encontrar com ela? Vão ter uma noite romântica e vão t*****r loucamente?
— Não volta a dizer isso. Eu peguei você no colo.
— Desculpa. É que eu preciso de ajuda com alguns problemas.
Ele fica sério e preocupado. — O que você fez, Renner?
— Nada. Eu só quero saber o que eu faço para uma mulher se apaixonar por mim.
— Ainda falando da Rubí? Porque Esmeralda me disse que ela tem namorado.
— Eu sei.
— Você quer ficar com ela mesmo assim?
— Ela gosta de mim.
— Onde você tirou essa ideia?
— Vocês disseram que ela fez aquilo naquela noite porque gosta de mim. Eu também acho que ela gosta de mim. — Desvio o olhar para as minhas mãos.
— Mas ela tem namorado.
— Se Esmeralda...
— Eu entendi onde você quer chegar. Não é bonito roubar a namorada de outro.
Rio. — Eu sei.
— Renner, você está se ouvindo?
— Você pode me dizer quando vai ser a palestra da Rubí? Pode perguntar para Esmeralda?
— Vai ser na sexta. Porquê?
— Eu quero assistir.
— O que eu disser vai mudar alguma coisa? — Pergunta.
— Não.
— Está bem.
— Mas pode dizer como faço para me apaixonar?
— Ah, Renner! Você tem muito para aprender. Não é tão fácil como pensa. Não pode simplesmente acordar e ficar apaixonado. O amor é uma coisa que não se pode forçar, acontece naturalmente. Você nem vai perceber quando estiver apaixonado. Apenas não tente forçar, está bem? Vai terminar como o Harris.
— Entendido. Não forçar. — Digo.
Ele entra no banheiro e fecha a porta. Olho para o seu celular ao meu lado e tenho uma grande ideia. Tenho quase a certeza que Peter tem o número da Rubí. Isso seria uma grande ajuda para mim.
Pego nele e introduzo a senha, mas está errada. Eu pensei que fosse o aniversário dele. Tento a palavra Esmeralda e consigo entrar. Meus irmãos são tão previsíveis!
Procuro o número de Rubí e finalmente encontro. Passo para o meu celular e devolvo o do Peter como se nada tivesse acontecido. Eu devo ter sido espião numa outra vida, só pode.
Saio do quarto do Peter e vou para o meu, ligando para Rubí. Mas pensando bem, ela pode bloquear o meu número. Então, o que eu vou fazer se não posso ligar para ela?