Como sempre, peguei o metrô de Niterói para ir trabalhar. Mas o dia estava sendo estranho, digamos que com um clima pesado. Enquanto procurava um lugar para me sentar, eu vi um garoto de aparentemente sete ou oito anos de idade, chinês, com blusa listrada amarela e branca com um jeans azul, e ao lado dele a cadeira estava vazia. Perguntei se poderia me sentar ao lado dele, e ele disse que sim. O metrô estava lotado, mas nada de diferente. Então, de repente, o menino começou a puxar assunto comigo. —Você mora por aqui? —Sim, aqui pertinho, estou indo trabalhar. E você, está aqui sozinho? —Não quero falar sobre isso. O menino, com um ato de desespero, agarrou meu braço e começou a chorar desesperadamente. Seu choro era alto, mas parecia que só eu estava

