Casa da família Ferreira — fim de tarde Assim que Francisco estacionou o carro na frente de casa, saiu rapidamente, contornando o carro para abrir a porta da filha. Lena parecia esgotada, não só fisicamente, mas emocionalmente drenada. — Vamos, minha princesa. A sua casa é seu refúgio. Aqui, você pode desabar... que a gente segura você — ele disse, abraçando-a pelos ombros com ternura. Teresa, a mãe, já estava na porta. Bastou ver a expressão da filha para entender que algo muito errado havia acontecido. — O que houve, meu Deus? Ela tá pálida! — exclamou, limpando as mãos no avental florido. — Lena, minha filha... — Calma, Teresa. Ela só precisa descansar um pouco. Eu vou explicar tudo, tá? — Francisco disse, segurando a esposa pela mão, como sempre fazia quando queria que ela tivesse

