Patrick agradeceu à enfermeira e, com todo o cuidado do mundo, ajeitou a bata de Lana e começou a empurrar a cadeira de rodas de volta ao quarto. No caminho, os dois se olhavam de vez em quando, trocando sorrisos cúmplices. — Amor... — Lana começou, com a voz doce. — Eu estou com fome. — Fome? Agora? — ele riu, inclinando-se levemente para falar próximo ao ouvido dela. — Você acabou de ver nossos joelhos mais lindos, quer mais o quê? — Quero café com leite, pão com manteiga e bolo de milho, se possível. — Ela riu. — A emoção abriu meu apetite. — Bolo de milho, hein? Vou ver se a equipe da cozinha aqui é tão boa quanto a minha mãe. Se for, você vai ganhar até pamonha. Ela se virou devagar na cadeira e arqueou uma sobrancelha. — Se não for boa...? — Eu invado a cozinha e faço eu mesmo

