O Nome Que Rasgou o Silêncio O relógio marcava quase oito da noite quando Dreew entrou na ala intensiva. Vestia roupas simples, mas o semblante denunciava dias sem dormir. Cada passo até a porta da UTI parecia pesar uma tonelada. Ele higienizou as mãos, vestiu o jaleco descartável, a máscara… e respirou fundo antes de entrar. Ali estava ela. Maris. Frágil, pálida, perdida entre fios e monitores. Um corpo que já havia enfrentado a morte… mas agora lutava para segurar a vida. Por um instante, ele parou na porta, sentindo a garganta queimar. As lembranças vieram como uma enxurrada: os anos juntos, os erros, as palavras cortantes, as decisões que os afastaram. E agora… aquilo. Uma enfermeira se aproximou, com tom calmo: — Ela está sob efeito leve da sedação. Pode ouvir, mas ainda não vai

