Patrick desceu do carro sem chamar atenção. Ainda estava cedo, mas a entrada da sede da empresa já tinha movimento. Funcionários com crachás pendurados no pescoço passavam apressados, alguns segurando cafés, outros teclando nos celulares. Na recepção principal, sentado atrás da bancada de segurança, Francisco, o porteiro, levantou os olhos ao reconhecer a figura alta e elegante de Patrick entrando pelo saguão. Patrick fez um leve aceno com a cabeça e se aproximou devagar, com as mãos nos bolsos do sobretudo. — Bom dia, senhor Francisco. Francisco tirou os óculos e olhou bem nos olhos do rapaz. — Veio me dar satisfação? — Vim como homem. Como alguém que respeita a sua filha — disse Patrick, sem rodeios. — Não estou aqui como CEO. Vim porque ontem à noite ela me deu uma chance. E se e

