Enquanto caminhavam pelos corredores delicadamente floridos da colônia espiritual, Maris observava tudo com olhos de aprendiz. Cada espírito que passava saudava com leveza, e um sentimento de paz começava a preencher os espaços escuros dentro dela. Era como se estivesse respirando por uma nova alma. Elas chegaram ao auditório, que parecia feito de cristais vivos. A luz ali não vinha de lâmpadas, mas de uma espécie de energia suave, dourada, que irradiava do teto. Os bancos, largos e confortáveis, já estavam ocupados por dezenas de outros espíritos, todos em busca de aprendizado. Maris e a mãe sentaram-se na quarta fileira. À frente, sobre uma plataforma elevada, surgiu um espírito vestido com uma túnica azul celeste. Seu semblante era sereno e seu olhar irradiava compaixão. Quando ele co

