A segunda-feira amanheceu estranha, densa. Patrick chegou cedo à empresa, mas sua mente não estava ali. Desde o almoço de sexta-feira, a imagem de Lana rondava seus pensamentos como um perfume doce e persistente. Havia algo naquela garota... algo raro. A leveza no sorriso, a firmeza nas palavras, o olhar limpo. Tudo o que faltava em Cindy. O telefone tocou no fim da tarde de domingo. Patrick olhou o visor com desânimo. Era Cindy. Atendeu sem entusiasmo: — Oi. — Oi, amor... você sumiu esse fim de semana todo. O que houve? — a voz dela era melosa, tentando soar natural. — Não tô no clima pra conversa, Cindy. Tô organizando algumas coisas aqui. Segunda vai ser um dia cheio de reuniões. Se quiser conversar, passe no escritório. — Mas amor... — Segunda-feira, Cindy. Boa noite. E des

