Às quatro e meia da tarde em ponto, Dreew já estava novamente no hospital. O semblante mais fechado que antes. Não por angústia — essa já estava ali desde o primeiro dia — mas pela firmeza de quem decidiu que, mesmo sendo difícil, a verdade precisa ser dita. Só que da forma certa. Na recepção do setor clínico, ele se aproximou da bancada e avisou: — Boa tarde. Poderia avisar à doutora Lisandra, psicóloga? Diga que o senhor Dreew já se encontra no hospital. A recepcionista fez a ligação com a calma de quem já conhecia bem a rotina daquele nome. — A doutora pediu que o senhor suba até o consultório dela. Quarto andar, sala 402. Dreu assentiu com um aceno silencioso e seguiu. Dra. Lisa o aguardava com o mesmo semblante sóbrio e acolhedor. Vestia um jaleco claro por cima de um vestido di

