A mãe de Maris a conduziu pelos corredores do plano espiritual como quem guia uma criança pela primeira vez à escola. O ambiente continuava florido, calmo, com sons que pareciam harpas ao longe. Maris sentia que cada passo ali deixava para trás uma parte da mulher orgulhosa que um dia fora. — Hoje — disse a mãe com doçura — você vai visitar uma ala diferente. Você não será apenas ouvinte, mas participante. Vai doar um pouco do que está aprendendo. É uma forma de devolver, de começar sua reconstrução. — Mas... eu? — Maris hesitou. — Eu ainda nem me perdoei direito, mãe. Como posso ajudar alguém? A mãe parou diante de uma porta e pousou a mão no ombro dela. — Filha, escute: ninguém precisa estar completamente curado para ajudar. Às vezes, é justamente o que está ferido que compreende mel

