O relógio do hospital marcava 22h47 quando o cirurgião principal saiu do centro cirúrgico e caminhou em direção à sala de espera reservada para os familiares. Drew levantou-se de imediato, ao lado de Patrick, com o coração comprimido por horas de silêncio e tensão. Todos ao redor prenderam a respiração. — Acabamos a cirurgia. — disse o médico, retirando o gorro e a máscara com um suspiro exausto. — Foram doze horas intensas. Ela teve duas paradas cardiorrespiratórias: uma no trajeto da ambulância e outra já dentro da sala cirúrgica, antes da primeira incisão. Foi um milagre termos estabilizado a tempo de operar. — E agora? — murmurou Drew, os olhos marejando. — Ela vai sobreviver? — Fizemos tudo o que era humanamente possível. Agora está nas mãos de Deus. — respondeu o médico, sem rodei

