O sábado amanheceu claro, com aquele céu azul lavado pela brisa da madrugada. Patrick e Lana saíram cedo de casa. Antes de seguir para o destino principal, pararam em uma floricultura discreta no bairro central. — Essas aqui — apontou Patrick, escolhendo um buquê delicado de lírios e margaridas. — Pra sua mãe. E essas outras de rosas pêssego, pra deixar na sala. — Você é impossível — disse Lana, com um sorriso apaixonado. — Minha mãe vai chorar. — Missão cumprida, então. Às dez horas em ponto, pararam diante do portão da casa de Tereza e Francisco. Era uma casa simples, de fachada branca, com janelas floridas e cheiro de bolo recém-assado escapando pela varanda. Francisco abriu a porta assim que ouviu o carro parar. — Olá! Pensei que você tinha esquecido o rumo de casa, filha — disse

