Patrick desceu do elevador com o rosto ainda carregando os vestígios da tempestade interna que enfrentou durante o dia. A gravata já estava um pouco solta, as mangas dobradas até os antebraços e o olhar... longe. Mas foi interrompido por uma voz conhecida e sempre respeitosa: — Boa noite, doutor Patrick! Era o Francisco, o porteiro. Sempre impecável, uniforme alinhado, sorriso discreto no rosto. Patrick sorriu de volta com genuína simpatia. — Boa noite, seu Francisco. Tudo certo por aqui? — Sim, senhor! Tudo dentro da rotina. E... como anda minha menina lá em cima? Está dando trabalho? Patrick riu com sinceridade e negou com a cabeça, parando diante dele. — Melhor do que nunca. A sua filha é perfeita, seu Francisco. E não estou exagerando. Ela tem a sua disciplina, sua dedicação...

