Enquanto isso, no hospital, Maris era transferida para um apartamento de internação regular, longe da UTI, mas ainda sob monitoramento constante. Os fios que antes ocupavam cada centímetro ao redor de seu leito foram diminuindo. O ar estava mais leve, mas o clima ainda era de atenção redobrada. A psicóloga — a mesma que acompanhava sua filha há dias — estava ali, sentada ao lado da cama. Um enfermeiro acabara de aplicar um sedativo leve, sob orientação da equipe médica, apenas para conter a ansiedade e permitir que a conversa fluísse com o mínimo de tensão. — Maris, — disse a psicóloga com voz firme, mas acolhedora. — Agora vamos conversar, está bem? Quero que a senhora tente, com calma, me dizer como está se sentindo. Maris, ainda com os olhos ligeiramente pesados, respirou fundo, sent

