Ainda na loja, minutos depois da conversa entre Lisbeth e Dona Leide, a porta de entrada se abriu e um homem alto, bem-apessoado, trajando roupas discretas, mas de corte impecável, adentrou o espaço com passos firmes. Seus olhos vasculharam o ambiente com determinação até encontrarem a gerente. — Com licença, — disse ele com um leve aceno — bom dia. Eu gostaria de ser atendido por uma vendedora específica. A moça que foi destratada por minha acompanhante da última vez que estive aqui. Dona Leide, sempre atenta, imediatamente entendeu do que se tratava e assentiu com um sorriso profissional. — Claro, senhor. Um instante, por favor. — Ela virou-se para o fundo da loja. — Lisbeth, querida, pode vir aqui um minuto? Lisbeth apareceu ajeitando os botões da blusa, com um sorriso cordial. — B

