Ele entrou na sala ajeitando o paletó, ainda com o gosto do café amargo na boca. Mas não foi o café que despertou seus sentidos. Foi a visão dela, ali, concentrada, debruçada sobre os papéis da mesa. Lana estava sentada de frente pro notebook, o corpo ligeiramente inclinado para frente, e Patrick não teve como não notar como os s***s dela subiam e desciam suavemente com cada respiração. A blusa justa realçava tudo. E quando ela mordeu o lábio inferior, franzindo o cenho por causa de alguma dúvida na planilha, ele sentiu o estômago revirar. E não era fome. Era desejo. Nu e cru. Ela levantou num impulso, indo até a impressora. E foi aí que ele perdeu o último resquício de sanidade. O vestido tubinho marfim abraçava as curvas dela como se tivesse sido desenhado por um arquiteto que amava

