O quarto da maternidade estava mergulhado num silêncio suave, apenas interrompido pelo som ritmado dos aparelhos e do ar-condicionado. A luz da tarde filtrava-se pelas cortinas semiabertas, lançando raios mornos sobre o rosto sereno de Brittany, que dormia profundamente desde as oito da manhã. A porta se abriu com delicadeza. — Psiu... — sussurrou Nice, entrando com uma marmita térmica em mãos, os passos leves como quem respeita um santuário. Lena levantou o olhar da cadeira onde estava sentada, próxima aos bebês na UTI Neonatal, visível por meio da divisória de vidro. Ela sorriu ao ver a prima. — Você chegou na hora certa, Nice. Ela dormiu como uma pedra. Desde às oito da manhã... só agora parece que está se mexendo. Brittany começou a abrir os olhos devagar, os cílios tremulando com

