Escritório – 15h47 O silêncio do escritório parecia ter um peso novo naquela tarde. Depois do almoço, Patrick voltou ainda mais tenso, como se cada passo da Lana ecoasse direto nos nervos dele. Ela ajeitava as pastas com delicadeza, os dedos longos passando pelas folhas com uma calma quase c***l. Ele tentava focar no notebook, mas cada vez que ela se curvava ligeiramente para conferir um número ou passar algo para ele, era como se o oxigênio fosse embora do ambiente. Aquela curva da cintura. Aquele aroma doce e discreto. Aquele sussurro de voz a poucos centímetros do seu ouvido. Era tortura. Da mais requintada. — Está tudo bem com o senhor, doutor Patrick? — ela perguntou, com aquele tom gentil que ele já associava a coisas que jamais deveria imaginar no ambiente de trabalho. Ele piga

