O tempo havia sido gentil com eles. Saimon ainda olhava para Lívia como se estivesse prestes a perdê-la — ou como se a tivesse acabado de encontrar. O mesmo brilho atento, a mesma fome contida no olhar, agora amadurecida por anos de i********e, parceria e desejo que nunca se apagara. A casa em Atenas estava silenciosa naquela tarde dourada. As janelas abertas deixavam o vento brincar com as cortinas, trazendo o cheiro distante das oliveiras. Lívia corrigia alguns trabalhos sentada no sofá, os óculos apoiados na ponta do nariz, o cabelo preso de forma displicente — uma visão que, inexplicavelmente, ainda desorganizava Saimon por inteiro. — Professora distraída. — ele provocou, aproximando-se por trás e pousando as mãos em seus ombros. — Isso é sério? A universidade de Atenas vai à ruína
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