Eu fui soltando os braços dela bem devagar na parede, sem pressa nenhuma, mas mantive o meu corpo colado, cercando e prensando o corpo dela com o meu peito pra ela não tentar outra corrida para o corredor. O embate ali dentro daquela sala branca de condomínio era puro fogo e eletricidade de alta voltagem, um pique doentio que fazia os pelos do meu braço tatuado arrepiarem por baixo da farda preta. Meus soldados tavam carregando o moleque ferido na perna pra fora do apartamento rumo à escadaria de emergência, o Coveiro tava postado de vigília com o ferro na mão na fresta da porta estourada, e no centro daquela sala de luxo totalmente destruída e com cheiro de pólvora, só existia eu e ela na penumbra. O ódio possessivo entre nós dois tava tão palpável e denso no ar do apartamento que eu pod

