Joguei o resto da cerveja para dentro, sentindo o amargor descer rasgando a garganta, exatamente como as escolhas que eu tinha que fazer. Olhei para o Zion no sofá e o miúdo já estava a tentar arrancar o enchimento de uma almofada que eu paguei em dez vezes no carnê, puxando a espuma com uma determinação que, se fosse para estudar, o miúdo já estava na NASA a projectar foguetão. — Zion! Pelo amor de Deus, guri! Não faz isso, bebé! Queres ver a mamãe ter um treco? Solta essa almofada agora, p***a! — gritei, mas ele só me deu aquele sorrisinho de lado, o mesmo sorriso de "f**a-se o mundo" que o pai dele dava quando sabia que tinha ganho uma discussão ou quando estava prestes a cometer uma atrocidade que ia parar no jornal das oito. Eu tentei manter a pose de brava, mas olhei para o estado

