— PEGA ESSA MULHER NA MARRA AGORA MERMO, COVEIRO! CHEGA DE PALHAÇADA! — gritei com os pulmões estourando direto no microfone do rádio, fazendo um esforço hercúleo para conseguir ficar de pé no chão de mármore, segurando com os dedos de ouro na beirada da madeira da cômoda destruída. — Não é pra machucar e nem causar nenhum arranhão no corpo dela de jeito nenhum, c*ralho, mas arrasta e traz ela de volta no colo se for preciso no teu plantão! Agora mermo! Marcha no progresso! Ouvi nitidamente o barulho de correria pesada de botas pelo corredor de drywall, gritos desesperados de "calma aí, minha patroa, abaixa a marra!" e o som ecoando alto da Raíssa xingando com a boca suja até a minha décima geração de ancestrais de biqueira. Uns minutos longos de banzai depois, a folha da porta de madeira

