— O senhor por acaso... o senhor é o pai biológico do garoto? É por esse motivo familiar que o senhor está aqui procurando saber o rastro e o apartamento da dona Raíssa no condomínio? Eu dei uma gargalhada alta, escandalosa e cheia de deboche que ecoou com força por todo o teto do hall luxuoso do edifício, achando uma graça absurda da audácia e da ingenuidade daquele velho do asfalto. — Eu? O pai daquele moleque? Tu tá completamente maluco ou demente do juízo, senhor? — debochei com gosto, cruzando os meus braços por cima do peito e sentindo todo o peso estratégico e violento do meu papel fundamental naquela guerra fria que tava prestes a virar o maior tiroteio da Baixada Fluminense. — Eu sou apenas o mensageiro do caos e o executor da facção, meu parceiro. O pai legítimo daquele molequ

