NARRADO POR BIA O som do proibidão mais pesado da Furacão tava simplesmente quebrando tudo nas estruturas do Largo da Providência, papo de fazer o chão de cimento batido tremer e a poeira sufocante da Tormenta subir em espiral no mormaço da noite. O grave das caixas de alta potência batia com tanta violência direto no meu peito que parecia que o meu coração ia pular para fora daquele top de teia preta que não tampava era nada do meu corpo de elite. A Baixada Fluminense inteira tava espremida ali embaixo daquele pátio, no meio do suor, do álcool e do cheiro de fumo, e eu sabia perfeitamente que o foco de cada marmanjo, de cada soldado de bico na bandoleira e de cada gerente de boca tava travado exclusivamente nas minhas curvas. Eu estava me sentindo a dona legítima da p***a da favela int

