Imperador Voltei pro pagode com ela do lado, mas a uns passos de distância. Como se não tivesse acabado de sentir a boca dela colada na minha. Como se a pele dela ainda não tivesse grudada nos meus dedos. Como se eu não tivesse acabado de ouvir o “tá bom” mais f**a da minha vida. A p***a da casa tava cheia, geral curtindo o samba no pique. Cerveja estourando no gelo, fumaça da carne saindo do fundo, os cria tudo espalhado rindo, bebendo, zoando. A gente voltou fingindo. Fingindo que não tem nada. Mas o olhar não mente, parceiro. A energia não engana. E meu corpo inteiro ainda vibrava nela. Binho já me chamou na resenha assim que me viu voltando. Binho – Aí, chefe… e aí? Resolveu o que tava resolvendo? Imperador – Cês são fofoqueiro demais, mano – rebati, pegando o copo que e

